Áudio com informações da abertura do dia no Agronegócio
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Bom dia. O mercado global segue ajustando posições após as eleições americanas, com uma rotação das empresas de tecnologia para setores mais ligados à economia real. Os futuros do Nasdaq 100 recuam 0,6%, pressionados pelos semicondutores, diante do receio de maior regulação sobre data centers e investimentos em inteligência artificial. Na Ásia, Samsung e SK Hynix caíram mais de 7%, enquanto as bolsas europeias renovam máximas históricas.
O Brent opera próximo de US$ 96, ainda pressionado pela expectativa de que o enfraquecimento político de Trump favoreça um acordo no Oriente Médio. Petróleo mais barato, queda dos juros americanos e dólar mais fraco melhoram o ambiente para ativos de risco. A leitura é que um Congresso dividido pode limitar a expansão fiscal e aliviar as pressões inflacionárias nos EUA.
No Brasil, o Copom manteve a Selic em 13,75%, optando pela cautela diante das incertezas fiscais após a reeleição de Lula. Apesar disso, o alívio externo prevaleceu ontem, com forte queda dos juros futuros e recuperação do Ibovespa. O mercado agora aguarda sinais de Lula sobre a condução econômica do próximo governo. Na agenda de hoje, destaque para a produção industrial brasileira, a decisão do Banco da Inglaterra e os balanços corporativos na B3.