Dolár Comercial : --
Boi Gordo (B3) : --
IBOVESPA : --
Milho (CBOT) : --
Soja (CBOT) : --
Milho (B3) : --
Algodão (NY) : --
Petróleo : --

Abertura Macro: ativos brasileiros vão passar por forte reprecificação

Por: Equipe Agrinvest
Artigo, Macro
Publicado em: 26/10/2026 08:08

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Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).

  • STOXX600 (Europa): +0,44% @ 638,54 pontos
  • SP500 FUTURO (EUA): +0,05% @ 7.664,00 pontos
  • PETRÓLEO (NY): -2,27% @ 100,89 USD/barril
  • DXY (Dólar vs Cesta): +0,04% @ 101,85 pontos
  • CÂMBIO (GLOBEX – NOVEMBRO/26): +10,50% @ R$ 5,595
  • COMMODITIES: -0,75% @ 142,61 pontos

Bom dia. Os mercados globais iniciam a semana em recuperação, favorecidos pelo recuo do petróleo e por um movimento de recomposição de posições após duas semanas de perdas, especialmente no setor de tecnologia. O alívio, porém, ainda parece frágil. O Brent recua para abaixo de US$ 115, diante da expectativa de novas negociações regionais envolvendo o Irã, mas a retórica de Trump mantém elevado o risco de uma nova escalada no Oriente Médio.

A semana será decisiva para o setor de inteligência artificial, com balanços das principais empresas de tecnologia e semicondutores. Mais do que os resultados, o mercado buscará sinais sobre a sustentabilidade dos investimentos em infraestrutura de IA, após a forte correção recente. No campo monetário, Fed, BCE e Banco do Japão anunciam suas decisões de juros, em um ambiente de inflação persistente, energia pressionada e custos de financiamento elevados. A combinação limita o espaço para uma postura mais favorável dos bancos centrais.

No Brasil, o foco é a forte reprecificação dos ativos após a reeleição de Lula, contrariando um mercado amplamente posicionado para uma vitória da oposição. As quedas expressivas do EWZ e dos ADRs brasileiros no exterior antecipam uma abertura de forte aversão ao risco, com pressão sobre bolsa, câmbio e juros. Mais do que o resultado eleitoral, o mercado passa a incorporar a perspectiva de continuidade de uma política fiscal pouco disciplinada. O risco é de um ajuste desordenado, com elevada volatilidade e possibilidade de acionamento de mecanismos de interrupção das negociações.

O contraste da manhã é claro: enquanto o exterior tenta recuperar parte das perdas recentes, o Brasil enfrenta um choque doméstico de expectativas, com a política fiscal novamente no centro da formação de preços.


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