Áudio com informações da abertura do dia no Agronegócio
Macro: Dia de forte aversão ao risco para os ativos brasileiros. A reeleição de Lula contrariou a vitória da oposição que o mercado vinha precificando. A pressão nos ETFs brasileiros no exterior se confirmou na abertura da B3, que acionou o circuit breaker. O dólar chegou a R$ 5,60, maior nível desde dezembro de 2025, enquanto o IBOV perdeu mais de 17% na mínima e voltou aos patamares de junho. O fiscal é o ponto central, com receio sobre a continuidade dos gastos e a capacidade do governo de conter a dívida.
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CBOT
Soja e Derivados: A soja iniciou a semana em forte queda, com pressão também do farelo. O óleo recuperou as perdas durante a tarde. A forte desvalorização do real melhora a competitividade da soja brasileira e pesa sobre Chicago. Também contribuem o avanço da colheita americana e do plantio no Brasil. As inspeções de exportação vieram fortes, em 2,48 Mi t, confirmando o ritmo do programa americano, mas não foram suficientes para sustentar as cotações.
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Milho e Trigo: Para os cereais, o dia também é de pressão. O milho recua de forma mais contida que a soja, enquanto o trigo registra perdas maiores. As expectativas de avanço nas conversas entre Rússia e Ucrânia continuam retirando parte do prêmio geopolítico. A trégua acertada em Oleshky mantém a possibilidade de novos acordos no radar, mas é humanitária e local. O acordo ainda não inclui o corredor de grãos do Mar Negro.
B3
Milho/B3: Para o milho na B3, o dia é de forte alta, com ganhos que chegaram perto de R$ 3/sc nas máximas. O dólar é o principal impulso, melhorando a paridade de exportação mesmo com Chicago em queda. No físico, os preços reagiram entre R$ 3 e R$ 4/sc em algumas regiões. A liquidez melhorou, com negócios saindo nos novos níveis.
Clima: Nesta segunda-feira (26), os mapas mostram as chuvas mais concentradas sobre Mato Grosso, Goiás, norte de Minas Gerais e parte do Matopiba, enquanto a Região Sul apresenta tempo mais aberto, com instabilidades pontuais. A frente fria que avançou pelo Sudeste nos últimos dias trouxe volumes importantes de precipitação, inclusive com registros de temporais e granizo em áreas produtoras de Minas Gerais e Goiás.
