Áudio com informações da abertura do dia no Agronegócio
O motivo todos já sabem! A reeleição de Lula contrariou boa parte das expectativas e, principalmente, o posicionamento dos investidores que apostavam em uma mudança de governo. O resultado trouxe uma forte reprecificação dos ativos brasileiros nesta segunda-feira, com disparada do dólar e dos juros futuros, enquanto a Bolsa registra uma das maiores quedas dos últimos anos.
USD/BRL +10,42 % @ 5,5210
O dólar, que encerrou a sexta-feira próximo de R$ 4,98, chegou à região de R$ 5,60 nesta manhã, valorização superior a 12%. Na B3, o Ibovespa futuro chegou a recuar quase 20%, enquanto o índice à vista acionou o circuit breaker após atingir queda de 10%, interrompendo as negociações por 30 minutos. Os DIs também dispararam, com o contrato para janeiro de 2031 avançando cerca de 182 pontos-base, para 14,46%.
Uma Bolsa recuando nessa magnitude, acompanhada de forte desvalorização cambial e abertura da curva de juros, deteriora a percepção de risco do Brasil no exterior. O mercado passa a exigir prêmios maiores diante das incertezas fiscais e da continuidade da política econômica, enquanto aguarda sinalizações sobre a condução do próximo mandato.
Para as commodities agrícolas, o movimento traz efeitos distintos. A disparada do dólar amplia a competitividade cambial das origens brasileiras e eleva as referências de paridade em reais. Na B3, o milho encontra sustentação no câmbio, enquanto em Chicago os futuros operam em queda generalizada.