Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
O Banco Central do Brasil divulgou há pouco a sua decisão sobre a taxa de juros em nosso país. Conforme amplamente esperado pelo mercado, o Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a taxa Selic em 0,25 p.p., passando de 14% para 13,75%.
Esse foi o quinto corte consecutivo na taxa de juros em 0,25 p.p., totalizando um afrouxamento monetário de 1,25 ponto percentual. Apesar disso, a taxa segue em nível extremamente restritivo, encarecendo o crédito, desestimulando investimentos no setor produtivo e gerando desaceleração na atividade econômica.

No comunicado, a autoridade monetária brasileira disse: “O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros para 13,75% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.”. Para o BC, o horizonte relevante é o primeiro trimestre de 2008, no qual projeta uma inflação acumulada em 12 meses para aquele período de 3,2%.
Apesar da queda de hoje, o Copom mostrou preocupação com a expectativa inflacionária acima do teto da meta deste ano, ambiente externo incerto por conta da guerra no Oriente Médio e seu impacto no preço do petróleo.
Ademais, reiterou o risco climático sobre a produtividade agrícola e custos de energia, claramente já mostrando atenção ao risco do forte El Niño que atingirá a próxima safra no Brasil.
O mercado projeta a taxa Selic terminal em 2026 em 13,75%, ou seja, que hoje tenha sido a última queda. Porém, no comunicado o Copom não foi claro quanto a essa expectativa dos analistas. No comunicado disse: “O cenário atual, caracterizado por significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base, demanda serenidade e cautela na condução da política monetária. O Comitê seguirá acompanhando a evolução do cenário de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”.
Portanto, apesar de colocar um tom duro no combate a inflação diante das elevadas incertezas, disse que seguirá monitorando os dados e os eventos geopolíticos para definir seu próximo passo. Apesar da probabilidade maior ser de manutenção até o fim deste ano, há um porta em aberto para novo corte.