Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Macro: O dólar comercial opera em queda nesta quarta-feira (16), enquanto o Ibovespa também trabalha levemente no negativo. No exterior, o compasso é de espera pela decisão do Fed. S&P 500 e Nasdaq ensaiam recuperação, enquanto os yields dos Treasuries devolvem parte do estresse, com o 10 anos abaixo de 5%. No petróleo, Brent e WTI recuam entre 3% e 4%. Mais cargas sauditas via Omã, a possibilidade de retomada do East-West em poucos dias e estoques americanos menos apertados retiram prêmio da curva.
CBOT
Soja e Derivados: O complexo da soja opera em queda nesta quarta-feira, com destaque para o óleo, que recua mais de 1% na curva. A forte queda do petróleo pressiona o complexo energético e as matérias-primas ligadas aos biocombustíveis. A EIA mostrou redução de apenas 640 mil barris nos estoques de crude, abaixo dos 1,6 Mi esperados, enquanto gasolina e destilados aumentaram 0,8 Mi e 1,6 Mi de barris, respectivamente. Na soja, a colheita americana segue no radar, com o excesso de chuva limitando os trabalhos em partes de Iowa.
Saiba mais:
Milho e Trigo: Para os cereais, o dia também é de queda. O milho perde mais de 1% nos principais vencimentos, enquanto o trigo trabalha próximo da estabilidade, com leve viés negativo. Na demanda, a EIA manteve a produção de etanol em 1,099 milhão de barris/dia, 4,2% acima do ano passado. Os estoques subiram levemente para 25,22 milhões de barris, 11,6% acima de LY. A produção firme sustenta o consumo, mas o estoque elevado limita o suporte ao milho.
B3
Milho/B3: Nas telas, o milho segue negativo em toda a curva. No mercado físico, algumas praças permanecem bastante paradas, com ofertas pontuais para setembro e produtores mais retraídos, mesmo com preços próximos a R$ 51/sc em regiões como Lucas do Rio Verde e Sorriso (MT). Os negócios seguem concentrados entre vendedores que precisam liberar espaço de armazenagem.
Clima: Nesta quarta-feira (16), a frente fria que ainda organiza as instabilidades sobre o Paraná, São Paulo e parte do Sudeste começa a perder força e se afastar. Com isso, Mato Grosso, Goiás, Tocantins e boa parte do MATOPIBA voltam a ter tempo mais aberto e pouca chuva. O cenário exige atenção nas áreas que avançaram com o plantio após as chuvas da última semana, especialmente diante das temperaturas elevadas no Centro-Oeste e Norte, com máximas entre 40°C e 44°C em algumas regiões. A combinação de calor intenso e vários dias sem chuva acelera a perda de umidade do solo e pode dificultar a emergência das primeiras áreas.