Rápido comentário sobre o mercado brasileiro de milho
Macro: Nesta segunda-feira (31), as bolsas internacionais operam em queda, enquanto o petróleo avança em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. O mercado também acompanha o Payroll no fim da semana, em meio a um Fed mais restritivo. No Brasil, o Ibovespa mantém viés positivo e trabalha nos 178 mil pontos, sustentado principalmente pelo desempenho das blue chips. No câmbio, o dólar frente ao real apresenta volatilidade e opera em queda no momento, com a formação da Ptax adicionando atenção ao mercado.
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CBOT
Soja e derivados: Hoje, os futuros da soja começaram o pregão no campo negativo, mas recuperaram as perdas e voltam a operar em alta. O aumento das chamadas de margem tende a reduzir a liquidez do mercado, enquanto as vendas dos produtores americanos melhoraram em agosto. Nos derivados, o movimento é misto: o óleo acompanha a alta do petróleo e opera no campo positivo, enquanto o farelo encontra dificuldades para se sustentar. Na Argentina, a margem spot de esmagamento segue positiva, mas há expectativa de piora nos próximos períodos.
Milho e Trigo: Os futuros do milho operam em alta na CBOT, sustentados pelas incertezas em relação à produtividade das lavouras nos EUA e pela expectativa em torno da atualização das condições das lavouras pelo USDA, que será divulgada hoje. Já o trigo devolve parte dos ganhos acumulados na última semana, quando as tensões no Mar Negro impulsionaram as cotações. A recente volatilidade também aumenta as preocupações com a segurança alimentar, especialmente em países africanos dependentes do trigo importado. No Sudão e em outras regiões, os preços do pão e da farinha registram forte elevação, enquanto a redução da disponibilidade do trigo russo a preços mais competitivos aumenta a pressão sobre o mercado. A volatilidade das opções também avançou, refletindo o aumento da percepção de risco.
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B3
Milho/B3: Neste início de semana, os futuros do milho na B3 operam de forma mista, com os contratos mais curtos em queda, enquanto as posições mais longas seguem no campo positivo. O movimento reflete um mercado que continua encontrando suporte nos vencimentos mais distantes, mesmo com alguma realização nas posições curtas. No mercado físico, a disponibilidade de ofertas permanece reduzida, com poucos produtores dispostos a comercializar nos níveis atuais. Apesar da pressão em alguns contratos, não há uma de queda efetiva nos preços físicos, mas sim de um mercado com menor volume de ofertas e negociações mais pontuais.
Clima: A primeira quinzena de setembro começa com mudança no padrão de chuvas sobre o Brasil. Os modelos europeus e americanos indicam avanço das precipitações para áreas do Centro-Oeste e Sudeste nos próximos 15 dias, embora ainda existam diferenças importantes entre as projeções. O europeu permanece mais úmido e abrangente, enquanto o americano reduz principalmente os volumes previstos para as áreas mais ao norte do país.
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