Rápido comentário sobre o mercado brasileiro de milho
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Bom dia. Os mercados iniciam a semana em tom defensivo, com bolsas em queda e petróleo em alta após a retomada das tensões no Oriente Médio. Os ataques dos EUA a alvos iranianos em Ormuz e a promessa de retaliação de Teerã recolocam o risco geopolítico e, principalmente, seu impacto inflacionário no centro das atenções.
O movimento ganha relevância após o tom hawkish de Kevin Warsh em Jackson Hole. Ao reforçar que a inflação ainda não desacelerou de forma convincente, o presidente do Fed elevou a percepção de que o ciclo monetário pode exigir novo aperto. O mercado passou a incorporar maior probabilidade de alta em setembro, embora parte dos analistas ainda espere que a desinflação mantenha o Fed em espera. Treasuries recuperam parte das perdas de sexta-feira e o dólar recua após a forte valorização anterior.
A combinação entre petróleo mais alto e Fed mais duro aumenta o peso dos dados americanos desta semana, especialmente o payroll de sexta-feira. Um mercado de trabalho ainda resiliente reforçaria o risco de alta de juros, enquanto sinais de desaceleração poderiam devolver algum equilíbrio à precificação.
No Brasil, o foco se divide entre fiscal e atividade. O Orçamento de 2027 chega hoje ao Congresso com meta de superávit de 0,5% do PIB, mas o ponto central será a credibilidade das premissas e a capacidade de execução. Amanhã, o PIB do segundo trimestre deve reforçar a desaceleração da economia e as expectativas de novos cortes da Selic. Ainda na cena local, temos formação de PTAX que adiciona ainda mais volatilidade para nossa moeda.