PSF: 29_06_2026
Macro: O dólar recua e volta a operar abaixo de R$ 5,15, no menor nível em duas semanas, descolando-se do movimento de fortalecimento da moeda americana no exterior. O real se destaca entre as moedas emergentes, impulsionado pela forte alta das commodities agrícolas em Chicago, especialmente soja e milho. A valorização desses produtos melhora a perspectiva de ingresso de divisas via exportações. Além disso, a leve queda nas expectativas de inflação apontada pelo Boletim Focus contribuiu para reduzir a curva de juros futuros. A combinação desses fatores favoreceu a apreciação do real ao longo do dia.
Saiba mais em:
🚨Alerta 1: Dólar abaixo de R$ 5,15
CBOT
Soja e Derivados: Dia de forte rally para os futuros dos grãos na CBOT. O movimento vem ganhando força desde a manhã e se consolidou à tarde, com os vencimentos mais curtos da soja operando próximos de 50 ¢/bu de alta. Óleo e farelo também operam com fortes ganhos, com alta média de 2% nos vencimentos. O impulso vem principalmente do clima nos EUA, que já teve uma forte onda de calor no fim de semana, com os mapas indicando temperaturas elevadas e chuvas abaixo da média para a primeira quinzena de julho. Do lado dos fundamentos de demanda, os preços do suíno na China começaram a reagir.
Saiba mais em:
Mercados na Ásia: O weather market começou
Agrochina: Preços do suíno na China começaram a reagir – atualização
Milho e Trigo: O rally atingiu também os cereais, com destaque para o milho, que sobe forte, com alta de 3% nos vencimentos. O milho vai entrar na fase crítica nos próximos dias, e a onda de calor, combinada com chuvas mais limitadas, pode afetar o período de maior demanda hídrica, ponto vital para a definição do potencial produtivo. Na Euronext, os cereais também operam em alta. A onda de calor na Europa não dá trégua.
B3
Milho: Dia de alta para os futuros do milho na B3, acompanhando o rally da CBOT. Mesmo com o câmbio em baixa, as cotações vão obtendo ganhos. O cenário para os cereais globalmente é de estoques apertados. Qualquer mudança de oferta nas origens, como é o risco nos EUA e na UE neste momento, abre espaço para o milho brasileiro no mercado internacional. Inclusive, o Brasil voltou a ficar competitivo posto Ásia para embarques nas janelas OND.
Saiba mais em:
Call Estratégico - Call Group (Custo de reposição do milho brasileiro)
Clima: A segunda-feira (6) começa com os principais modelos climáticos mantendo um cenário bastante consistente para a primeira quinzena de julho. Tanto o modelo europeu quanto o americano seguem indicando a ocorrência de novas chuvas sobre diferentes regiões do Brasil ao longo dos próximos quinze dias, um comportamento pouco comum para esta época do ano e que continua refletindo o fortalecimento gradual do El Niño. As rodadas mais recentes reforçam esse padrão e aumentam a confiança de que o inverno seguirá mais úmido do que o habitual em parte do país.
Saiba mais em:
