PSF: 29_06_2026
O dólar comercial opera em queda consistente nesta tarde de segunda-feira, voltando a operar abaixo de R$ 5,15, menor nível intradiário desde 22 de junho.
A desvalorização do dólar no Brasil opera descolado do cenário externo, onde o dólar opera com ganhos frente as maiorias das moedas desenvolvidas e emergentes. O dólar IDX (contra cesta de moedas de países desenvolvidos) opera neste momento em leve alta de 0,05%, enquanto moedas emergentes perdem entre 0,2% e 0,9%. As exceções entre as emergentes são o nosso Real, o Peso Mexicano (+0,3%) e o Rand da África do Sul (0,15%).
Porém, como podemos observar, a moeda brasileira tem uma performance melhor mesmo frente as divisas que registram ganhos frente a divisa da maior economia do mundo.
Dois fatores contribuem para a apreciação do Real hoje. Primeiro, a disparada do preço das commodities agrícolas na bolsa de Chicago (soja +3,7% e milho +3,6%). Como estes dois produtos estão entre os cinco principais produtos da pauta de exportação do Brasil, a valorização deles em dólar significa mais fluxo comercial de moeda estrangeira para o nosso país. Como se diz: “Chicago para cima, dólar para baixo”.
E o outro fator é que após 18 semanas seguidas de alta, o Boletim Focus do Banco Central mostrou uma redução na expectativa inflacionária para este ano, recuando de 5,33% para 5,30%. Apesar de ainda estar bem acima do teto da meta (4,5%), a redução na expectativa inflacionária ajuda a derrubar a curva de juros futuros. E curva de juros futuros para baixo, é dólar para baixo.
Portanto, estes dois fatores ajudam hoje a trazer queda para o dólar no Brasil, que passa a operar no menor patamar em duas semanas.
