Áudio com informações do abertura do dia no agronegócio
Macro: O câmbio brasileiro opera em forte alta nesta quarta-feira (03), véspera de feriado, acompanhando o fortalecimento do IDX no exterior e o tom negativo das bolsas globais. A nova escalada entre EUA e Irã na região do Estreito de Ormuz voltou a elevar a aversão ao risco, enquanto o petróleo trabalha em forte alta e adiciona prêmio geopolítico aos mercados. No Brasil, o Ibovespa recua mais de 2%, o fluxo de saída do investidor estrangeiro segue ganhando força e a troca de ameaças tarifárias entre EUA e Brasil adiciona pressão local.
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CBOT
Soja e Derivados: Os futuros do complexo soja operam no negativo, destoando dos futuros do óleo de soja. Para o óleo, os preços seguem firmes e renovando máximas, impulsionados pela alta dos RINs e pelas perspectivas favoráveis para os biocombustíveis nos EUA. A soja em grão trabalha mais um dia no campo negativo, refletindo o excelente desenvolvimento da safra americana e a pressão de um dólar mais forte no mercado global e no principalmente no Brasil. Em paralelo, o mercado físico brasileiro segue encarecendo. Na última semana, o replacement registrou forte alta, com avanços entre 10 e 30 ¢/bu nos principais corredores de originação.
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Milho e Trigo: Para os cereais o forte movimento de queda continua, com destaque para os futuros do trigo, que recuam cerca de 2% nesta tarde. Acompanhando Chicago, o trigo na Euronext também amplia as perdas e atinge a mínima dos últimos três meses. As previsões climáticas para as principais regiões produtoras seguem favoráveis nos próximos dias, mantendo praticamente zerado o prêmio de risco climático para a safra americana e europeia. Nesse contexto, cresce entre os participantes do mercado a percepção de que o pico sazonal das cotações em Chicago já pode ter ficado para trás.
B3
Milho: Nos futuros do milho B3, o dia é misto. Pela manhã, a curva chegou a ensaiar uma recuperação em alguns vencimentos, muito em função do forte repique do dólar. Porém, o movimento perdeu força ao longo da tarde e as cotações voltaram a trabalhar próximas da estabilidade. No mercado físico, os basis seguem firmes e começaram a reagir desde a última sexta-feira. A demanda continua concentrada principalmente para embarques de julho e agosto, período em que o Brasil segue competitivo no mercado internacional. Apesar da pressão da entrada da safrinha, a sustentação dos basis ajuda a limitar movimentos mais intensos de baixa na curva da B3.
Clima: Os modelos seguem indicando melhora da cobertura de chuva a partir da próxima semana, com avanço da umidade sobre parte do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. No curto prazo, os maiores acumulados permanecem concentrados na faixa Norte, enquanto as principais regiões produtoras seguem com volumes mais irregulares. Entre os dias 08 e 12 de junho, as chuvas ganham abrangência, principalmente em áreas de MS, sul de GO, SP, PR e parte da região Sul. Para o milho safrinha, o cenário pode trazer algum alívio para as lavouras mais tardias, mas também tende a reduzir o ritmo da colheita nas áreas que já se aproximam da fase final do ciclo.