Dolár Comercial : --
Boi Gordo (B3) : --
IBOVESPA : --
Milho (CBOT) : --
Soja (CBOT) : --
Milho (B3) : --
Algodão (NY) : --
Petróleo : --

Rápidas da Tarde: O que está mexendo com os preços na tarde dessa 4ª-feira

Por: Equipe Agrinvest
Artigo, Grãos
Publicado em: 03/06/2026 15:36

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Macro: O câmbio brasileiro opera em forte alta nesta quarta-feira (03), véspera de feriado, acompanhando o fortalecimento do IDX no exterior e o tom negativo das bolsas globais. A nova escalada entre EUA e Irã na região do Estreito de Ormuz voltou a elevar a aversão ao risco, enquanto o petróleo trabalha em forte alta e adiciona prêmio geopolítico aos mercados. No Brasil, o Ibovespa recua mais de 2%, o fluxo de saída do investidor estrangeiro segue ganhando força e a troca de ameaças tarifárias entre EUA e Brasil adiciona pressão local.  

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🚨Alerta 1: Dólar comercial nas máximas desde Abril - Risk-off global

  • CÂMBIO +1,61% @ 5,09

CBOT 

Soja e Derivados:  Os futuros do complexo soja operam no negativo, destoando dos futuros do óleo de soja. Para o óleo, os preços seguem firmes e renovando máximas, impulsionados pela alta dos RINs e pelas perspectivas favoráveis para os biocombustíveis nos EUA. A soja em grão trabalha mais um dia no campo negativo, refletindo o excelente desenvolvimento da safra americana e a pressão de um dólar mais forte no mercado global e no principalmente no Brasil. Em paralelo, o mercado físico brasileiro segue encarecendo. Na última semana, o replacement registrou forte alta, com avanços entre 10 e 30 ¢/bu nos principais corredores de originação. 

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Milho e Trigo:  Para os cereais o forte movimento de queda continua, com destaque para os futuros do trigo, que recuam cerca de 2% nesta tarde. Acompanhando Chicago, o trigo na Euronext também amplia as perdas e atinge a mínima dos últimos três meses. As previsões climáticas para as principais regiões produtoras seguem favoráveis nos próximos dias, mantendo praticamente zerado o prêmio de risco climático para a safra americana e europeia. Nesse contexto, cresce entre os participantes do mercado a percepção de que o pico sazonal das cotações em Chicago já pode ter ficado para trás. 

  • SOJA -11,75 @ 1153,50 ¢/bu 
  • ÓLEO +0,22 @ 78,63 ¢/lp 
  • MILHO -9,75 @ 430,75 ¢/bu 
  • FARELO -5,60 @ 320,60 USD/st 
  • TRIGO -16,25 @ 586,75 ¢/bu 

B3 

Milho:  Nos futuros do milho B3, o dia é misto. Pela manhã, a curva chegou a ensaiar uma recuperação em alguns vencimentos, muito em função do forte repique do dólar. Porém, o movimento perdeu força ao longo da tarde e as cotações voltaram a trabalhar próximas da estabilidade. No mercado físico, os basis seguem firmes e começaram a reagir desde a última sexta-feira. A demanda continua concentrada principalmente para embarques de julho e agosto, período em que o Brasil segue competitivo no mercado internacional. Apesar da pressão da entrada da safrinha, a sustentação dos basis ajuda a limitar movimentos mais intensos de baixa na curva da B3. 

  • MILHO B3 JUL/26 +0,14 @ 64,70 R$/saca 

 


Clima: Os modelos seguem indicando melhora da cobertura de chuva a partir da próxima semana, com avanço da umidade sobre parte do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. No curto prazo, os maiores acumulados permanecem concentrados na faixa Norte, enquanto as principais regiões produtoras seguem com volumes mais irregulares. Entre os dias 08 e 12 de junho, as chuvas ganham abrangência, principalmente em áreas de MS, sul de GO, SP, PR e parte da região Sul. Para o milho safrinha, o cenário pode trazer algum alívio para as lavouras mais tardias, mas também tende a reduzir o ritmo da colheita nas áreas que já se aproximam da fase final do ciclo. 


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