Áudio com informações do abertura do dia no agronegócio
O câmbio brasileiro opera em forte alta nesta quarta-feira (03), véspera de feriado. O IDX segue fortalecido no exterior, enquanto as bolsas globais trabalham no campo negativo. Nesta madrugada, EUA e Irã voltaram a intensificar os ataques na região do Estreito de Ormuz. Quando o mercado começa a precificar um cenário de maior calmaria, uma nova narrativa volta a aumentar a aversão ao risco.
No Brasil, o Ibovespa acompanha o movimento externo e recua mais de 2%. O fluxo de saída do investidor estrangeiro também segue ganhando força, com volumes aumentando gradualmente ao longo dos últimos pregões. Adicionalmente os governos entre EUA e Brasil trocaram ameaças de tarifações.
O movimento externo reforça o tom de risk-off. Os principais índices americanos operam no negativo, com o Dow Jones recuando 0,84%, o S&P 500 em baixa de 0,63% e o Nasdaq caindo 0,47%. Ao mesmo tempo, o petróleo trabalha em forte alta, com o WTI subindo 2,32% e o Brent avançando 1,81%, mostrando que o prêmio geopolítico voltou a fazer preço.
Na curva global de juros, o movimento também é de abertura. Os Treasuries americanos de 10 anos operam em 4,49%, enquanto os juros brasileiros voltam a trabalhar acima de 14,35%. Esse conjunto de bolsas em queda, petróleo em alta e juros abrindo reforça a aversão ao risco e ajuda a explicar a pressão sobre o real nesta quarta-feira.
