Azedume para a Bolsa de Chicago
Macro: Nesta terça-feira (26), o dólar opera em leve recuperação após o forte recuo do dia anterior. No início do dia, o IDX abriu em alta por rumores de quebra do cessar-fogo entre EUA e Irã. Os futuros do petróleo, que chegaram a operar com mais de 6% de queda, arrefeceram e agora recuam cerca de 2%. No Brasil, os dados de investimento direto estrangeiro vieram acima das expectativas. Em abril, o fluxo somou US$ 8,9 bilhões, frente aos US$ 6,5 bilhões esperados pelo mercado. Independentemente dos problemas internos, o Brasil segue atraindo capital estrangeiro, seja via investimento direto ou pela bolsa brasileira (B3).
CBOT
Soja: A volta do feriado trouxe o movimento que o mercado já esperava: pressão sobre os futuros da soja em grãos. Apesar disso, os dados de inspeções de exportação dos EUA vieram positivos. Os embarques somaram 571,6 mil t na semana encerrada em 21/Mai, volume mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado e levemente acima da semana anterior. A China foi o principal destino, com 137,3 mil t. Ainda assim, o bom ritmo de plantio da safra americana e o clima favorável seguem trazendo tranquilidade ao mercado. No Crop Progress de hoje, a expectativa é de que pelo menos 82% da área de soja já esteja plantada. Caso se confirme, o avanço ficaria acima do mesmo período do ano passado, quando o plantio estava em 76%.
Derivados: Nos derivados, o movimento também foi de pressão, mas o óleo de soja sustentou relativamente bem quando comparado ao recuo do petróleo. Esse comportamento limitou parte da pressão sobre o óleo, mesmo em um ambiente externo mais negativo para os óleos vegetais e energia. Já o farelo pesa nos ativos do complexo, recuando em média -1% nos vencimentos de toda a curva nesta tarde.
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Milho: Os cereais acompanham o movimento baixista do complexo soja. A safra americana segue evoluindo bem, com os trabalhos de campo avançando sem grandes problemas. As chuvas recentes no Cinturão do Milho melhoraram a umidade do solo e tendem a favorecer a emergência das sementes. A perspectiva é de que, nas próximas duas semanas, o plantio esteja praticamente finalizado na maior parte das áreas produtoras do Meio-Oeste.
Trigo: Para os futuros do trigo, o cenário não é diferente. Os contratos operam em campo negativo, com recuo de mais de 1% nos principais vencimentos. Nos últimos dias as chuvas nas Grandes Planícies ajudaram a aliviar parte da pressão sobre o trigo de inverno e favoreceu o plantio do trigo de primavera. De forma geral, não se pode dizer que as chuvas das últimas semanas trouxeram incremento relevante ou “salvaram” o trigo de inverno. No máximo, ajudaram a estancar parte adicional do prejuízo nos rendimentos.
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B3
Milho: Para o milho na B3, é mais um dia de pressão. Caso feche no negativo, será o 3º dia consecutivo de queda nos vencimentos. Desde o início de maio, o jul/26 já acumula recuo de aproximadamente 6%, equivalente a cerca de R$ 3/sc de queda. A pressão vem da combinação entre a queda do milho em Chicago e a safra cheia na Argentina no curto prazo. Os reflexos do milho argentino já aparecem no mercado físico, sobretudo no FOB Santos, onde a competitividade externa segue pressionando as referências brasileiras.
Clima: Os modelos mostram manutenção das chuvas concentradas no Norte do Brasil nos próximos dias, principalmente entre norte do MT, AM, PA e áreas do Matopiba. Até o final do mês, o Centro-Sul segue com pouca umidade, especialmente MS, PR, SP, sul de GO e boa parte de MG. Para o milho safrinha, o cenário continua de atenção. A falta de chuvas relevantes mantém o risco hídrico ativo nas lavouras mais tardias, principalmente nas áreas ainda em enchimento de grãos. No Sul, há retorno pontual das instabilidades entre RS e SC, mas sem mudança significativa no padrão climático.
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