Soja na máxima de quase 2 meses
Macro: O fechamento da semana é de aversão ao risco. O dólar opera com ganhos frente a praticamente todas as moedas ao redor do globo. Desde a abertura, o IDX e o VIX sobem forte. No Brasil, o movimento não é diferente. A divisa norte-americana avança mais de 1% frente ao real e trabalha acima do suporte dos R$ 5,00. As bolsas globais operam em forte queda. O resumo é: dólar para cima, juros para cima e bolsas para baixo. O fato do presidente Trump encerrar sua visita à China, por ora, sem uma resolução concreta para o conflito no Oriente Médio estressou o mercado.
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CBOT
Soja: Os futuros da soja fecham a semana em forte queda e chegam ao menor nível em três semanas. O mercado se frustrou após o encerramento da cúpula entre EUA e China, não houve novidades voltado ao acordo comercial para produtos agrícolas. É o velho ditado, o mercado sobe no boato e cai no fato. No fim, não havia nada além de especulação sobre compras adicionais de soja. Os fundos vinham apostando em grandes posições compradas na soja e agora começam a liquidar parte desse movimento. A tendência, a partir de agora, é que o norte dos mercados volte a ser os fundamentos.
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Mercados na Ásia: O mercado da soja vai voltar aos fundamentos
Derivados: O farelo abriu em forte alta pela manhã, impulsionado pelo reporte do USDA de compra de 150 mil toneladas para a Itália. O volume equivale a quase 50% das vendas semanais registradas na semana encerrada em 7 de maio. O farelo americano segue firme na exportação, sobretudo para a União Europeia. Algumas questões fitossanitárias vêm trazendo problemas para a Argentina e abrindo mais espaço para o farelo americano. Para os futuros do óleo, também operam levemente no positivo, impulsionados pelos dados do NOPA onde o crush veio próximo as estimativas do mercado, enquanto que o estoque de óleo ficou abaixo, trazendo suporte para os futuros.
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Milho e Trigo: Para os cereais, o dia também é de forte queda. Apesar do petróleo operar em forte alta, o movimento não é suficiente para dar suporte aos futuros do milho e do trigo. O trigo recua mais de 3% neste momento. O principal ponto de pressão vem das previsões de chuva para as Planícies nos próximos dias. O milho segue na carona do trigo. Além disso, as frustrações envolvendo o acordo comercial, que também colocava o milho e o trigo no pacote de possíveis compras, pesam sobre o movimento de queda.
B3
Milho: Os futuros do milho na B3 operam mistos nesta tarde. Os contratos mais curtos buscam trabalhar em campo positivo, enquanto os mais longos ainda operam com perdas moderadas. O câmbio faz seu papel. A valorização do dólar impacta as cotações do milho na B3. Na teoria, quanto maior o dólar, mais barato fica o milho brasileiro na conta da exportação. Como consequência, a perspectiva melhora para o programa de exportação.
Clima: A sexta-feira (15) começa com tempo bastante instável sobre parte do Centro-Sul do Brasil, principalmente entre Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. As imagens de radar já mostram chuva atuando em grande parte do Paraná nesta manhã, além de áreas de instabilidade avançando também pelo interior paulista e Mato Grosso do Sul. Algumas pancadas isoladas seguem ocorrendo em áreas do Mato Grosso e Goiás, enquanto grande parte do restante do Brasil permanece com tempo mais aberto.
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