Azedume para a Bolsa de Chicago
Macro: O dólar opera pressionado na abertura da semana. A divisa norte-americana chegou a cotar abaixo dos R$ 5,00 na mínima do dia. O ponto importante fica para o movimento global de enfraquecimento do dólar, enquanto as especulações sobre um acordo comercial para o impasse no Oriente Médio ganharam força ao longo do fim de semana. Neste momento, os futuros do petróleo acumulam mais de 6% de queda. Apesar do feriado nos EUA, que tende a reduzir o volume de negociações, o apetite ao risco segue favorável. Do lado do Ibovespa, o índice opera com ganhos.
CBOT
Soja e Derivados: Dia de feriado nos EUA e, portanto, não há negociações na bolsa de Chicago. Apesar disso, a semana começa com grande movimento para os óleos vegetais, diante da forte derrocada nos preços do petróleo. No Brasil, a semana passada foi de mudança na dinâmica dos prêmios da soja. As tradings derrubaram os basis da soja no destino, com queda de 15 c/b para julho, agosto e setembro. O movimento pode refletir num menor programa de milho, necessidade de escoamento soja no corredor Santos ou precificação de maior demanda chinesa pelos EUA, especialmente via PNW. Mesmo assim, o Brasil segue mais competitivo para crushers privadas na China.
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Milho Trigo: Para os cereais, a semana começa com atenções voltadas para o desenvolvimento das safras ao redor do globo. Maio foi seco nas Grandes Planícies dos EUA e Canadá, além de Espanha, Itália e parte do Black Sea. A Europa Ocidental apresentou melhora frente a abril, enquanto leste da Ucrânia e Rússia seguem com chuvas acima do normal. De modo geral, a temporada 2026/27 tende a ter aperto na oferta global de trigo. Hoje, o trigo na Euronext fechou em baixa, refletindo a pressão sobre os futuros do petróleo. Do lado comercial, a dinâmica de redução das retenciones na Argentina tende a incentivar o produtor a vender mais outros produtos, como milho e trigo, ao invés da soja, aumentando a competitividade dessas origens no mercado internacional.
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Grãos fechado por conta do feriado
B3
Milho: Sem a referência de Chicago, o dia é de queda para o milho na B3. Toda a curva opera no negativo nesta tarde, muito em função da pressão do dólar no Brasil. Para o mercado físico, na última sexta-feira (22), o IMEA reportou que a colheita do milho safrinha está começando levemente acima do ano passado. Destaque para a região da BR-163, onde se concentra grande parte da área destinada ao cereal. Nessas áreas estão localizadas as melhores produtividades desta safra. A entrada da segunda safra tende a trazer a sazonalidade baixista para as cotações do milho na B3.
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Clima: A semana começa com um padrão de instabilidade mais concentrado entre o Sul e parte do Sudeste do Brasil. As chuvas registradas no último final de semana avançaram de forma mais irregular sobre São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, mas sem volumes abrangentes ou distribuição homogênea sobre a região central do país. O cenário segue marcado por sistemas rápidos, associados ao avanço de frentes frias e corredores de umidade mais estreitos.
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