Áudio com informações da abertura do dia no Agronegócio
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Bom dia. O mercado global reage bem à vitória dos democratas nas duas casas do Congresso americano. A leitura é de que Trump terá menos espaço para avançar com sua agenda fiscal, reduzindo as preocupações com os gastos públicos. Os futuros do S&P 500 sobem 1,1%, enquanto o Nasdaq 100 acompanha a recuperação, com investidores voltando às ações de tecnologia após as fortes quedas recentes.
O movimento também aparece no dólar, que caminha para sua maior queda desde setembro, e nos juros dos Treasuries de 10 anos, que recuam para 4,93%. No fundo, o mercado parece gostar da ideia de um Trump com menos liberdade para ampliar os gastos, o que ajuda a aliviar os juros e traz algum fôlego para as bolsas.
No Brasil, a história é outra. A piora do ambiente financeiro após a reeleição de Lula complicou bastante a decisão do Banco Central. O corte de 0,25 ponto percentual da Selic, que parecia bem encaminhado, agora ficou difícil de justificar. Com tantas dúvidas sobre os rumos da política fiscal, uma pausa parece fazer mais sentido do que insistir em reduzir os juros e correr o risco de aumentar ainda mais a turbulência.
O contraste entre os dois mercados é interessante lá fora, a expectativa de maior controle dos gastos ajuda a derrubar os juros e sustentar as bolsas. Por aqui, a falta de clareza sobre a política econômica faz justamente o contrário. A decisão de hoje, após as 18h30, será uma das mais delicadas da gestão Galípolo, e o tom do comunicado provavelmente terá tanto peso quanto a própria decisão sobre a Selic.