PSF: 28_09_2026
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Bom dia. O mercado começa a semana com forte viés positivo no Brasil, após Flávio Bolsonaro vencer o primeiro turno e ampliar as apostas de vitória no dia 25. O EWZ avançou cerca de 10% no after market em Nova York, sinalizando uma abertura de forte reprecificação dos ativos locais. O movimento à direita também ganhou força no Congresso, especialmente no Senado, reforçando expectativas de uma agenda fiscal mais austera e de uma nova dinâmica política em relação ao STF. Lula, por sua vez, deve elevar o tom da campanha na tentativa de uma virada no segundo turno.
No exterior, o cenário é mais cauteloso. A Europa concentra as preocupações, com impasses políticos e deterioração fiscal pressionando os mercados de dívida. A instabilidade na França começa a contaminar outros países, enquanto a convocação de eleições antecipadas na Espanha adiciona incerteza. O euro caiu para a mínima em 17 meses frente ao dólar e as bolsas globais operam sem direção clara.
Nos EUA, futuros recuam marginalmente após as máximas recentes, enquanto os Treasuries seguem relativamente estáveis. O contraste na abertura é claro: enquanto o exterior começa a semana em modo defensivo, o Brasil deve operar uma forte reprecificação política, com câmbio, juros e bolsa ajustando rapidamente as expectativas para o segundo turno e para a nova composição do Congresso.
No radar externo, a escalada no Iêmen e novos incidentes no Estreito de Ormuz mantêm o petróleo como principal vetor de risco geopolítico, especialmente pelo potencial impacto sobre inflação e juros globais.