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O dólar segue para o terceiro dia consecutivo de alta frente ao real e volta a romper os R$ 5,20. Desde a mínima de terça-feira, a valorização já passa de 2%.
Parte importante desse movimento veio do ambiente externo ao longo da semana, com o fortalecimento do dólar após o Fed e a reprecificação dos juros americanos. Nesta sexta-feira, porém, os fatores domésticos também ganham peso, principalmente após a divulgação do IPCA-15.
A prévia da inflação avançou 0,70% em setembro, bem acima dos 0,53% esperados pelo mercado, enquanto a inflação em 12 meses voltou para 4,47%. O resultado mais forte, principalmente com serviços ainda pressionados, reduz o espaço para novos cortes da Selic e aumenta a possibilidade de o Copom interromper o ciclo de flexibilização após o último corte para 13,75%.
Ao mesmo tempo, com a aproximação das eleições, o trading eleitoral também começa a ganhar peso e aumenta a volatilidade sobre os ativos brasileiros. No exterior, os juros americanos voltaram a azedar nesta sexta-feira, com os Treasuries de 10 e 30 anos novamente sob pressão e os yields avançando. A combinação entre inflação doméstica acima do esperado, incerteza sobre os próximos passos do Copom, maior prêmio de risco eleitoral e juros longos americanos novamente estressados ajuda a manter o dólar pressionando acima dos R$ 5,20.


