Áudio com informações da abertura do dia no Agronegócio
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O USDA reportou vendas semanais de 1,122 Mi t de milho, alta de 46% frente às 769 mil toneladas da semana anterior e 42% acima da média das últimas quatro semanas. O trigo perdeu ritmo, recuando 29%, de 452 para 320 mil toneladas. Já a soja apresentou uma recuperação tímida, saindo de 549 para 575 mil toneladas, avanço de 5%, mas ainda 40% abaixo da média de quatro semanas. Os três ficaram dentro das expectativas de mercado.
Na soja, a China voltou a ser o principal ponto de atenção. O país respondeu por 126 mil toneladas em vendas líquidas, incluindo 180 mil toneladas transferidas de destinos desconhecidos. Ou seja, parte importante do volume atribuído à China veio de negócios anteriormente registrados, não necessariamente de novas compras. Mas na próxima semana o USDA vai trazer forte vendas, em decorrência do ritmo dessa semana.
O programa americano de soja 2026/27 acumula 23,36 Mi t comprometidas, equivalente a 50,6% da nova meta do WASDE de outubro, de 46,13 Mi t. Nominalmente a China representa 11,27 Mi t, 48,2% do programa, enquanto destinos desconhecidos somam 5,64 Mi t, participação de 24,1%. Os demais compradores respondem por 6,45 Mi t - 27,6%. China e destinos desconhecidos concentram 72,4% do comprometido, a soma do total nomeado China + destinos desconhecidos chega-se a um volume total de próximo de 16,91 Mi t. Nos embarques, a soja recuou 16% na semana, para 1,154 Mi t, sendo 649 mil toneladas destinadas à China.
O relatório ainda reflete o período de feriado chinês, entre 1º e 7 de outubro, quando a liquidez das compras ficou reduzida. Entretanto, os negócios começaram a ganhar força depois desse período. O USDA confirmou 470 mil toneladas vendidas à China em 14 de outubro e outras 330 mil toneladas no dia 15, além de informar 283 mil toneladas para destinos desconhecidos. As compras chinesas negociadas nesta semana podem somar entre 1,2 e 1,5 Mi t, indicando uma retomada importante depois da paralisação.
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Nos derivados, o farelo registrou vendas de 366 mil toneladas, com as Filipinas liderando a demanda, enquanto o óleo somou apenas 1,2 mil toneladas. O milho mostrou desempenho mais consistente, puxado pelo México, responsável por 545 mil toneladas em vendas líquidas, seguido por Japão e Coreia do Sul. O destaque agora fica para a continuidade das compras chinesas de soja e para quanto desses novos negócios efetivamente entrará no programa de exportação americano nas próximas semanas.
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