Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Bom dia. O ambiente externo segue defensivo, com petróleo em níveis elevados pressionando novamente a curva de juros global e reduzindo o apetite a risco. O Treasury de 10 anos voltou à região de 5%, máxima em quase duas décadas, enquanto o Brent se aproxima de US$ 107, acumulando alta de cerca de 18% no mês. A combinação de energia cara, inflação mais resistente e preocupação com o aumento do endividamento público mantém pressão sobre ativos de risco, especialmente tecnologia e empresas de crescimento.
O setor de tecnologia também segue mais frágil. Além do impacto dos juros longos, o mercado continua reduzindo parte do entusiasmo com o ciclo de inteligência artificial, em meio ao debate sobre regulação e aos riscos associados ao avanço da tecnologia.
No Brasil, o STF rouba a cena na véspera de Fed e Copom. A sessão desta terça-feira, que pode autorizar uma investigação contra Alexandre de Moraes, ganha peso adicional pelo potencial de aumentar a tensão institucional e trazer novos reflexos para uma disputa eleitoral cada vez mais apertada. A pesquisa Quaest mostrou Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula e apontou aumento da desconfiança em relação ao Supremo, elevando a sensibilidade do mercado ao noticiário político.
A política doméstica divide espaço com a Superquarta de juros. O Fed deve elevar os juros, enquanto o Copom caminha na direção oposta, com expectativa de novo corte da Selic. Esse movimento estreita o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, deixando principalmente o câmbio mais sensível ao tom dos comunicados e à percepção de risco local.