Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Macro: Nesta segunda-feira (14), o dia é de aversão ao risco nos mercados globais. O IDX sobe 0,3%, enquanto as bolsas recuam. IA abriu o movimento. Dario Amodei, CEO da Anthropic, defendeu uma desaceleração no avanço dos modelos, após a saída do pesquisador Jacob Coxon e novos alertas sobre os riscos da tecnologia. O índice de semicondutores cai perto de 5%. Nvidia perde 3%. O petróleo ampliou o estresse. Brent e WTI chegaram a subir 4% e mais de 3%, reforçando o risco de inflação e juros mais altos. À tarde, Trump afirmou que o Irã quer negociar. As falas retiraram parte do prêmio do petróleo e reduziu as perdas das bolsas. O viés, porém, ainda é defensivo.
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CBOT
Soja e Derivados: Após as fortes perdas de sexta-feira (11), os futuros da soja recuperam apenas parte do movimento e sobem 0,4% nesta tarde. Óleo e farelo também operam levemente no positivo. Os embarques semanais somaram 672,7 mil t, alta de 44,8% e acima do teto esperado. Suporte para a soja. Do outro lado, o IDX mais firme e o petróleo fora das máximas limitam a recuperação. As falas de Trump sobre o Irã e sobre os ataques à infraestrutura energética entre Rússia e Ucrânia retiraram parte do prêmio do petróleo. Menor suporte ao óleo de soja. Recuperação ainda parcial em Chicago.
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Milho e Trigo: Para os cereais, o dia é de movimentos opostos. O trigo chegou a trabalhar com mais de 10 c/bu de queda, com retirada de prêmio do Mar Negro após Trump falar em uma possível suspensão dos ataques à infraestrutura energética entre Rússia e Ucrânia. O milho chegou a subir perto de 1%, ainda sustentado pelo WASDE, que cortou a produção americana em 5,4 Mi t. Após as declarações, o cereal perdeu força e devolveu praticamente toda a alta. O suporte do relatório continua, mas o milho volta a operar próximo da estabilidade.
B3
Milho/B3: Nesta segunda-feira (14), os futuros do milho na B3 operam em alta, acompanhando a valorização das commodities em Chicago. O movimento externo é sustentado pela alta do petróleo e pelos últimos dados de produtividade divulgados pelo USDA, que apontam impactos negativos do clima sobre a produção americana. No mercado físico, a semana começa mais lenta, com negócios pontuais e vendedores aguardando a finalização do plantio da soja para definir o ritmo de comercialização.
Clima: Nesta segunda-feira (14), as chuvas seguem mais concentradas sobre o Centro-Sul do Brasil. Os últimos dias foram de volumes elevados principalmente sobre Paraná, São Paulo e áreas do Mato Grosso do Sul, com temporais e várias áreas de instabilidade. No Paraná, os acumulados ficaram altos em algumas regiões durante o fim de semana, enquanto Mato Grosso, Goiás e Matopiba receberam volumes bem mais irregulares.