Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Bom dia. A semana começa com aversão a risco, pressionada por uma combinação negativa de petróleo novamente em alta e revisão das expectativas para o ciclo de inteligência artificial. O Brent voltou a superar US$ 107 após novas interrupções de oferta no Oriente Médio e o adiamento das negociações sobre a navegação no Estreito de Ormuz. Ao mesmo tempo, o debate entre líderes do setor de tecnologia sobre a necessidade de desacelerar o desenvolvimento da IA provocou forte correção em semicondutores e demais ativos ligados ao tema.
O movimento do petróleo aumenta a preocupação com inflação justamente às vésperas de uma Superquarta decisiva para os juros globais. O mercado atribui quase 90% de probabilidade a uma alta do Fed, enquanto no Brasil a expectativa é de corte da Selic para 13,75%. A combinação reduz o diferencial de juros entre Brasil e EUA e pode trazer maior sensibilidade para o real. O Banco do Japão também entra no radar, com possibilidade de novo aperto monetário.
No Brasil, além do Copom, o cenário político ganha peso. A crise no STF entra de vez no radar eleitoral depois de interromper, na sexta-feira, o movimento recente dos ativos associado à melhora das expectativas em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro.
A leitura para o início da semana é de cautela: petróleo mais alto reforça o risco inflacionário e pressiona a discussão de juros, enquanto a correção no setor de IA retira um dos principais pilares de sustentação das bolsas globais. Com Fed, Copom, BoJ e risco geopolítico concentrados na mesma semana, a tendência é de volatilidade elevada e menor apetite a risco.