Rápido comentário sobre o mercado brasileiro de milho
Macro: Nesta quinta-feira (03), o mercado global opera com cautela, com as bolsas próximas da estabilidade e os juros em patamares elevados. O foco está no payroll de amanhã e nas declarações de Christopher Waller, que podem trazer novos sinais sobre a política monetária nos EUA. No Brasil, a trading eleitoral continua dominando os ativos. O Ibovespa avança desde a abertura, apoiado pelo alívio nos Treasuries, enquanto o dólar recua abaixo dos R$ 5,10, pressionado pela divulgação de pesquisas eleitorais.
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CBOT
Soja e derivados: Hoje, o complexo da soja iniciou o pregão pressionado, mas ganhou força ao longo da sessão e passou a operar com viés mais positivo. A recuperação é liderada pelo farelo, que registra forte alta diante da piora nas condições das lavouras nos EUA e sustenta o movimento da soja. Já o óleo segue no campo negativo e limita ganhos mais expressivos, embora tente recuperar parte das perdas ao longo do pregão.
Milho e Trigo: Hoje, os futuros do milho passaram por uma forte realização de lucros, registrando quedas de mais de dois dígitos. O movimento ocorre após as altas recentes e acompanha o alívio nas tensões do Mar Negro, diante das expectativas de avanços nas negociações.
Para o trigo, o aumento do fluxo de embarques pelo Danúbio e as sinalizações de possíveis diálogos ajudam a reduzir parte do prêmio de risco acumulado. O mercado também acompanha os esforços da Turquia para retomar as discussões sobre um corredor de grãos.
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B3
Milho/B3: Os futuros do milho na bolsa brasileira operam em queda, com toda a curva no campo negativo, pressionados pelo recuo em Chicago e pelas expectativas de possíveis avanços nas negociações para resolver o conflito no Mar Negro. No mercado físico, o produtor segue retraído, aguardando melhores oportunidades de comercialização. Apesar disso, os preços registram quedas de pelo menos R$ 1,00/sc nas principais praças.
Clima: Para setembro, a principal consequência já começa a aparecer com antecipação das primeiras chuvas sobre o Brasil Central. Centro-Oeste e Sudeste passam a registrar novos episódios de precipitações, permitindo aumento gradual da umidade do solo e criando as primeiras janelas para o plantio de soja.