Rápido comentário sobre o mercado brasileiro de milho
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Bom dia. O mercado global opera com cautela, com as bolsas próximas da estabilidade e os juros longos ainda em patamares elevados. A escalada do petróleo, sustentada pelo conflito no Oriente Médio, mantém a pressão inflacionária no radar e reforça a discussão sobre uma possível alta de juros pelo Fed já em setembro. Com a temporada de balanços praticamente encerrada, o foco migra para o payroll de amanhã, enquanto a fala de Christopher Waller hoje pode calibrar as expectativas para a política monetária americana.
No câmbio, o iene ganha força com a revisão das expectativas para o Banco do Japão e renovada especulação sobre intervenção. O movimento traz algum alívio para o dólar global, mas o ambiente segue sensível à combinação entre petróleo, inflação e juros americanos.
No Brasil, o trade eleitoral continua dominando os ativos. A melhora da percepção sobre uma possível alternância de poder ganhou força após a Quaest e enfrenta novo teste com o Datafolha. A crise no STF adiciona componente político ao movimento, enquanto o retorno do fluxo estrangeiro potencializa a reação de bolsa, câmbio e juros.
Em paralelo, a desaceleração da atividade reforça a expectativa de continuidade dos cortes da Selic, dando suporte à curva local. O contraponto segue vindo do exterior: petróleo próximo de US$ 96 e juros globais elevados limitam o espaço para uma melhora mais consistente.