Ontem a soja fez um rally de mais de 40 c/b e o milho...
Macro: O dólar abre no negativo e amplia as perdas nesta tarde, trabalhando próximo às mínimas do dia. No cenário internacional, os EUA realizaram a nona noite consecutiva de ataques contra o Irã. O objetivo é enfraquecer a capacidade iraniana de realizar ataques contra navios comerciais no Estreito de Ormuz. Apesar disso, os futuros do petróleo trabalham próximos da estabilidade, com WTI e Brent acima dos US$ 80/barril. No Brasil, o Ibovespa opera no negativo. Se fechar nesse patamar, será o 4º pregão consecutivo de queda para o índice da bolsa brasileira.
CBOT
Soja: Fortes altas para os futuros da soja na CBOT nesta segunda-feira. O movimento é generalizado em toda a curva, mas os maiores ganhos ficam concentrados entre os vencimentos SX26 e SF27, referências para a safra americana e, pode-se dizer, para o início da brasileira. Quando se olha para os fundamentos, fazia tempo que não se via tantos fatores altistas juntos. Nesse contexto, não há muito espaço para uma leitura diferente de manutenção ou avanço acima dos US$ 12/bu.
Derivados Falando do mercado físico, tanto nos EUA quanto no Brasil a soja está ficando cara. No Brasil, a briga de facão por soja padrão no interior está puxando os preços. No interior dos EUA, os basis também vêm subindo forte nos últimos dias. Com a margem de esmagamento em patamar estratosférico, vai ser difícil originar soja do produtor americano para exportação. As tradings americanas terão que disputar forte com o mercado interno. Para ajudar, as exportações americanas de farelo nesta temporada estão acima do ano passado em mais de 2 Mi t. A soja em grão tem seus próprios fundamentos, bem como os derivados.
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Milho e Trigo: Para os cereais, o dia é misto. Os futuros do milho vêm acumulando ganhos em toda a curva, com destaque para os vencimentos mais curtos. Pela manhã o USDA reportou vendas de milho, o que ajuda a dar impulso às cotações. Contudo, a maior participação do movimento altista vem do mercado global. O milho na Euronext sobe mais de 3% neste início de semana. As condições das lavouras de milho na França seguem em forte deterioração. Nas últimas semanas as quedas foram fortes, e agora as áreas boas e excelentes estão em 41%, contra níveis acima de 70% há praticamente um mês. A Europa deve quebrar consideravelmente, e as consultorias privadas vêm reduzindo o potencial produtivo, enquanto o USDA elevou a projeção de importação da UE.
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B3
Milho: A B3 segue firme, acompanhando a alta da CBOT diante das preocupações com o clima seco no Meio-Oeste dos EUA. Os vencimentos do milho brasileiro vêm em um ímpeto forte de alta nos últimos dias. Desde 15/jul, o vencimento Set/26 acumula ganhos superiores a R$ 2/sc, considerando a máxima intradiária desta segunda-feira (20). No mercado físico, a demanda mantém os preços sustentados. Em Confresa (MT), negócios para Nov/26 variam entre R$ 52/sc e R$ 53/sc, enquanto na BR-163 as indicações FOB Out/Nov giram em torno de R$ 49/sc.
Clima: A frente fria segue avançando lentamente pelo Sul do Brasil e mantém o maior volume de chuva concentrado sobre a Região Sul. As precipitações começaram na sexta-feira sobre o Uruguai e o extremo sul do Rio Grande do Sul, avançaram durante o fim de semana para o centro-sul gaúcho e, nesta segunda-feira (20), atingem as regiões centrais do estado. Apesar dos temporais registrados, os impactos ficaram abaixo do potencial inicialmente indicado pelos modelos.
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