Soja na máxima de quase 2 meses
Macro: Dia de alta para o dólar no Brasil e no mundo. A moeda norte-americana opera com ganhos frente a quase todas as divisas, enquanto as bolsas trabalham em queda. A aversão ao risco ganhou força após os dados negativos de inflação nos EUA e a continuidade do impasse no Oriente Médio. A guerra com o Irã segue provocando forte alta nos custos de energia nos EUA, que avançaram 17,9% no acumulado anual, marcando a maior alta desde setembro de 2022. No Brasil, a valorização do dólar ainda segue limitada pela força do real.
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🚨 ALERTA 1: Inflação nos EUA acima do esperado
CBOT
Soja: Os futuros da soja operam em alta após a divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA. Os dados de produção tiveram alterações moderadas. A estimativa foi levemente reduzida de 121,10 milhões de toneladas, indicada no Fórum de fevereiro, para 120,7 Mi t no relatório atual. Já nos estoques finais, a redução foi mais significativa. A projeção saiu de 12,93 Mi t para 8,44 Mi t. A queda nos estoques veio em função do forte consumo interno, principalmente pelo aumento do crush de soja.
Derivados: Para os derivados, ambos operam com ganhos consistentes. O destaque fica para o óleo de soja, com contratos avançando mais de 1%. O relatório do USDA trouxe números altistas, com a estimativa de crush subindo de 72,26 Mi t, indicada no Fórum, para 74,8 Mi t neste relatório. Além disso, a margem de esmagamento nos EUA segue em patamares muito elevados. Em algumas regiões, já opera acima de US$ 100 por tonelada.
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Relatório de O&D de Maio – USDA
🚨 ALERTA 3: Mercado buscando proteção contra a baixa do óleo de soja
Milho: Os cereais também operam em alta. Os futuros do milho trabalham com ganhos mais moderados frente às demais commodities, com boa parte do suporte vindo do trigo. Para a produção da temporada 2026/27, praticamente não houve alterações, com o USDA repetindo os números indicados no Fórum. Já para os estoques finais da safra 2025/26, houve aumento significativo, saindo de 34,55 Mi t no relatório de abril para 54,41 Mi t neste mês. O número é baixista, pois indica maior estoque de passagem para a próxima temporada 2026/27.
Trigo: Mais um dia de forte alta para os futuros do trigo. Ontem (11), o USDA divulgou o relatório Crop Progress, que mostrou piora nas condições das lavouras de trigo de inverno. As áreas classificadas como ruins e péssimas subiram para 40%, contra 37% na semana passada e 18% no mesmo período do ano passado. Hoje, no relatório de O&D do USDA é altista para o trigo, já que houve forte redução na estimativa de produção da safra 2026/27, saindo de 54,02 milhões de toneladas no Fórum para 42,48 milhões de toneladas. O clima segue castigando o trigo de inverno e atrasando o plantio do trigo de primavera.
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🚨 ALERTA 4: Trigo sobe 6% após dados da safra 2026/27 do USDA
B3
Milho: Dia misto para os futuros do milho na B3. Os dados da safra americana não fizeram preço para o cereal brasileiro, que opera com leve alta nos contratos mais longos, enquanto os vencimentos curtos seguem próximos da estabilidade. O contrato julho, que marca a transição para a safrinha, ainda é impactado pelo farmer selling da semana passada. Já o setembro caminha para o quarto dia consecutivo de alta, evidenciando uma preocupação maior com a produção da safrinha.
Clima: A terça-feira (12) começa ainda sob influência da massa de ar polar sobre grande parte do Centro-Sul do Brasil. O tempo permanece bastante aberto, com predomínio de céu limpo em praticamente toda a região, enquanto apenas algumas pancadas extremamente isoladas podem ocorrer no sul de Minas Gerais ao longo do dia. Os modelos de curto prazo seguem mantendo praticamente o cenário observado ontem. Nos próximos três dias, a tendência continua sendo de pouca chuva sobre grande parte do Brasil, mantendo uma janela importante para avanço das operações no campo, principalmente em áreas de colheita e manejo.
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