Soja na máxima de quase 2 meses
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Bom dia. O mercado inicia a semana novamente pressionado pela escalada geopolítica no Oriente Médio, com o petróleo voltando ao centro das atenções após Donald Trump classificar como “inaceitável” a resposta do Irã à proposta de cessar-fogo dos Estados Unidos. O Brent voltou à região dos US$ 104 por barril, reacendendo os temores de inflação global e reforçando a percepção de um ambiente ainda desafiador para os bancos centrais.
O risco de manutenção do fechamento do Estreito de Ormuz elevou a aversão ao risco na abertura da semana, pressionando os futuros em Nova York e fortalecendo o dólar frente às principais moedas. A combinação entre petróleo em alta, inflação resiliente e incerteza geopolítica mantém o mercado sensível às próximas sinalizações de Fed e Copom, justamente em uma semana marcada por dados importantes de inflação no Brasil e nos Estados Unidos.
Na B3, o foco também segue na temporada de balanços, com destaque para Petrobras após o fechamento.
Na Ásia, as bolsas tiveram desempenho misto, mas o setor de tecnologia e semicondutores ajudou a limitar o impacto da alta do petróleo sobre os ativos de risco. China e Coreia do Sul fecharam em alta, enquanto o Japão apresentou leve realização.
O mercado também acompanha a confirmação de um encontro entre Trump e Xi Jinping em Pequim, entre os dias 13 e 15 de maio, no que será a primeira grande visita de um presidente americano à capital chinesa em quase uma década.