A crise financeira na sojicultura parece não ter fim
Macro: As incertezas no Oriente Médio mantêm o tom cauteloso dos mercados. O petróleo Brent segue acima de US$100 com riscos no Estreito de Ormuz. Bolsas nos EUA e no Brasil operam em leve queda. Declarações de Trump aumentam a tensão ao sinalizar possível reação militar. O Irã não confirma trégua e critica restrições ao seu comércio marítimo.
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CBOT
Soja: A soja recua na CBOT com o mercado de olho nos negócios de soja na AMS. Alguns barcos de soja argentina foram negociados CFR China, sem competir diretamente com o Brasil. Esses volumes atendem reservas e competem mais com os EUA. O movimento reduz a chance de compras adicionais da China nos EUA, tirando força da CBOT. Foram cerca de 7 navios para junho/julho, com preços mais competitivos que a soja americana. Assim, diminui a probabilidade de novas compras chinesas da safra velha nos EUA.
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Milho e Trigo: O milho atua estável buscando suporte na alta do trigo. O trigo lidera os ganhos de hoje na Bolsa de Chicago, impulsionado pela alta do petróleo e preocupações com o clima em importantes produtores, especialmente pela seca nos EUA. A licitação da Arábia Saudita de 710 mil t de trigo também trouxe impulso a demanda e aos preços. Apesar disso, a concorrência com o milho e o racionamento da demanda podem limitar altas.
B3
Milho: O milho passa por um movimento de correção na B3, apesar do mercado seguir cauteloso com as preocupações climáticas do milho safrinha 2026. O milho 2ª safra está em uma janela crítica para definição de produtividade. O excesso de chuva durante o plantio agora dá lugar a um ambiente restrito de umidade, marcado por bloqueio atmosférico nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, refletindo em baixos acumulados de precipitações e temperaturas elevadas. Isso pode resultar em queda no potencial produtivo do cereal.
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Clima: A quinta-feira (23) mantém o padrão já observado, com chuvas concentradas nas extremidades do Brasil e baixa probabilidade de precipitação na faixa central, cenário que segue gerando preocupação principalmente no Cerrado. Nos próximos dias, a leitura dos modelos probabilísticos indica que as maiores chances de chuva permanecem no Sul e no extremo Norte, com destaque para Rio Grande do Sul, parte de Santa Catarina e regiões entre Pará, Tocantins, Maranhão e Piauí, além da faixa litorânea do Nordeste. Nessas áreas, a atmosfera segue mais ativa, com maior frequência de instabilidades.
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