PSF: 16_02_2026
Macro: A semana começa com queda para o dólar frente ao real. A decisão da Suprema Corte dos EUA limitou o uso do IEEPA por Trump, reduzindo o risco político e fiscal embutido nos ativos americanos. O quadro reforça a tese de “Sell America”, com dominância fiscal, alto endividamento e maior pressão por cortes de juros pelo Fed. Mesmo com dados econômicos fortes, o dólar passa a se enfraquecer, quebrando o padrão histórico. A possível queda na arrecadação tarifária e a perda de apoio político elevam a incerteza institucional. Nesse ambiente, os fluxos globais favorecem emergentes, com o Brasil atraindo capital e sustentando um dólar mais pressionado.
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CBOT
Soja: A soja sobe cerca de 10 ¢/bu em Chicago, sustentada pela forte alta do óleo de soja, que avança mais de 2% e renova máximas desde set/23. O óleo puxa o complexo com suporte de expectativas de maior demanda por biocombustíveis e riscos geopolíticos no Oriente Médio. O cenário tarifário nos EUA segue confuso após decisões judiciais e novas tentativas de Trump, adicionando volatilidade ao mercado. Há especulação de continuidade das compras chinesas no curto prazo, com o retorno do país do feriado sendo monitorado. No Brasil, atrasos na colheita e problemas climáticos pontuais também entram no radar de suporte aos preços.
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Trigo: Apesar dos ganhos na soja e milho, o trigo recua na CBOT após o forte rali da semana passada. As vendas semanais de trigo dos EUA caíram para 288 mil toneladas, bem abaixo da semana anterior e do mesmo período do ano passado. Fundos reduziram posições vendidas em Chicago e Kansas, mas o movimento não sustentou novas altas. A previsão climática indica tempo mais seco e quente nas áreas de trigo HRW nos EUA, limitando prêmios climáticos. Na Europa, as condições do trigo francês seguem majoritariamente boas, com 88% das lavouras avaliadas como boas ou excelentes.
B3
Milho: Os futuros do milho recuam moderadamente na B3, enquanto o mercado físico paulista começa a semana lento, porém firme após remarcações recentes. A B3 abriu prêmio sobre o físico, mas o spread perto de R$ 3,50 já mostra sinal de limite com a proximidade do vencimento do março/26. No disponível, a oferta segue curta e ainda pode sustentar novas altas. Sem exportação como gatilho, o mercado é guiado pela demanda interna e necessidade imediata de compra. O dólar abaixo de R$ 5,15 ajuda a conter o avanço, mantendo o ajuste entre físico e futuro no radar.
Clima: A última semana de fevereiro começa com um padrão climático mais organizado, embora ainda com pontos de atenção regionais. No Rio Grande do Sul, as chuvas recentes foram irregulares e pontuais, trazendo alívio localizado, sem reverter o déficit hídrico. A instabilidade segue concentrada na faixa central do Brasil, mantendo volumes elevados no Centro-Oeste, Sudeste e Mapitobá. O Sul, além de Argentina e parte do Paraguai, permanece mais seco no início da semana. A partir de terça-feira, uma frente fria deve organizar chuvas no Sul, enquanto os principais corredores de umidade seguem direcionados ao Centro-Norte.
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