PSF: 16_02_2026
A soja opera em alta em Chicago, com ganhos próximos de 10 ¢/bu, sustentada principalmente pelo avanço do óleo de soja, que sobe mais de 2% no vencimento maio/26 e renova máximas desde setembro de 2023.
O movimento do óleo volta a puxar o complexo, em meio a expectativas de demanda mais firme por biocombustíveis e perante aos riscos geopolíticos no Oriente Médio, adicionando um prêmio de risco sobre os preços do petróleo e por consequência, dos óleos vegetais.
O mercado também segue reagindo ao cenário tarifário nos EUA. Após a Suprema Corte derrubar as tarifas impostas via IEEPA, Trump perdeu sua principal ferramenta de pressão comercial, mas tenta manter tarifas de 15% por até 150 dias via seção 122, além de acelerar investigações para usar as seções 301 e 232. O quadro segue confuso e adiciona volatilidade.
Apesar da decisão da semana passada ter sido negativa para a soja, o mercado especula que a China possa seguir comprando volumes dos EUA no curto prazo, enquanto outros países continuam elevando importações mesmo com preços mais altos. Hoje a noite a China retorna do seu feriado prolongado e o comportamento das compras por soja será acompanhado de perto.
Corre por fora, ainda, a perda de ritmo da colheita da soja brasileira, com alguns estados reportando atraso em relação ao ano passado. Além disso, a falta de chuvas no Rio Grande do Sul e o excesso na faixa central do Brasil podem reduzir, de forma pontual, a produtividade da soja e provocar deterioração dos grãos, além de impedir a evolução adequada dos trabalhos no campo.
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