preços da soja decolam...
Macro: O dólar tem leve alta na sessão desta quinta-feira, mas permanece cotado na casa dos BRL 5,20. O Ibovespa aprofunda a queda após renovar recordes na véspera, acompanhando o movimento negativo em Wall Street. No Brasil, o recuo de 0,4% no setor de serviços reforça sinais de perda de tração da economia, enquanto o dólar virou para alta no início da tarde. No exterior, pesam o PIB do Reino Unido abaixo do esperado e os pedidos de seguro-desemprego nos EUA, que caíram menos que o previsto. A combinação reduz apostas de cortes rápidos de juros pelo Fed. Nesse contexto, o ouro fechou em queda e a prata despencou 9,8%.
CBOT
Soja e Milho: A soja opera com bons ganhos na CBOT, sustentada por rumores de compras da China no PNW para embarque em maio. Caso confirmadas, essas aquisições devem compor o compromisso já conhecido de 12 Mi t. Também há especulações de compras adicionais de milho e sorgo, o que faria sentido diante da queda da produção chinesa e da alta antecipada do milho em Dalian. O USDA projeta 8 Mi t de importação de milho pela China, mas menos de 2 Mi t foram compradas até agora, com estoques domésticos mais ajustados. Ainda assim, o último WASDE indicou que os EUA não precisam ampliar vendas de soja, já que exportações extras apertariam demais os estoques finais.
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Trigo: Os contratos futuros de trigo encerram o dia em alta, apesar de terem devolvido um pouco dos ganhos ao longo da sessão. O trigo em Chicago chegou a subir mais de 2%, impulsionado por uma rodada compras técnicas e cobertura de posições vendidas, mesmo sem notícias positivas. Fundos vêm mantendo grande posição líquida vendida, deixando o mercado vulnerável a movimentos de short squeeze. A alta reflete ajuste de posicionamento após longo período de pessimismo. Esse cenário abriu espaço para recuperação pontual nos preços.
B3
Milho: O milho sobe forte na B3 e já acumula alta superior a 2% na semana. No mercado físico, a movimentação não tem sido tão intensa, mas já mostra novas intenções e remarcações nas pontas. Cooperativas enfrentam oferta mais restrita, enquanto indústrias elevam referências para se antecipar a possíveis altas de frete ou movimentos especulativos. O aperto logístico persiste, com foco dos caminhões na soja e menor disponibilidade para milho. Na Bolsa, há busca por proteção diante da expectativa de novas remarcações no físico. No macro, dólar testa suportes e a CBOT segue sustentada por ruídos na Argentina, mantendo o complexo sensível.
Clima: A partir desta quinta-feira (12), uma frente fria avança e reorganiza as chuvas no Sul, com precipitações mais generalizadas entre sexta e o fim de semana no RS, PR, Uruguai e sul do MS, sinal confirmado por modelos europeu e americano. O Sul entra em período mais úmido, enquanto a faixa central passa a ter chuvas mais irregulares e menos persistentes. No Carnaval, a tendência é de tempo mais aberto no Sudeste e Centro-Oeste, favorecendo a retomada das operações no campo. Já Norte e parte do Matopiba seguem com maior nebulosidade e chuvas frequentes. Na próxima semana, o Sul mantém padrão mais regular, mas entre os dias 19 e 23 cresce novamente o risco de invernada no Centro do Brasil.
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