preços da soja decolam...
Macro: O dólar opera com ganhos moderados nesta quinta-feira (5), com o mercado atento aos dados de emprego dos EUA. No exterior, investidores também repercutem as decisões de juros do BCE e do Banco da Inglaterra. No Brasil, as atenções se voltam às declarações do presidente Lula em entrevista à imprensa hoje. A temporada de balanços dos grandes bancos segue no radar. Após Santander e Itaú, o Bradesco divulga seus resultados após o fechamento da Bolsa.
CBOT
Soja e farelo: Os futuros da soja e farelo seguem em alta na CBOT, levando junto os demais grãos na carona. O movimento é continuidade da alta de ontem, após comentários de Trump sobre conversa com Xi Jinping. As falas reacenderam especulações de compras adicionais de soja americana pela China, elevando a volatilidade em Chicago. Apesar do tom positivo, o mercado físico permanece cauteloso, com margens pressionadas nas crushers chinesas. No cenário mais altista, o mercado passa a precificar até 8 Mi t extras de soja dos EUA até agosto, o que seria negativo para o Brasil em plena safra.
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Opinião: Comentários do Trump. Possíveis impactos para os balanços
Milho e trigo: Milho e trigo também subiram nesta quinta-feira, ganhando suporte da alta do complexo soja. O mercado segue acompanhando o ritmo das exportações americanas. As vendas de milho vieram dentro do esperado, totalizando 1,041 Mi t e queda de 600 mil tons em relação à semana anterior. O principal comprador foi o México, com 247,6 mil toneladas adquiridas. No acumulado da temporada 2025/26 o comprometido de milho totaliza 58,735 Mi t, correspondendo a 72,2% do programa estimado pelo USDA – de 81,28 Mi t.
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USDA: Vendas fracas para a soja e neutras para o milho
B3
Milho: A semana é positiva para os preços do milho na B3 que atuam em mais uma sessão de valorização. O dólar tem leve alta, mas a valorização do milho na CBOT e a aceleração do farmer selling da soja, deixando o milho em segundo plano pelos produtores brasileiros, acabam trazendo essa firmeza para os preços, após semanas de queda na B3 e enfraquecimento das cotações no físico.
Clima: As temperaturas seguem muito elevadas no Sul do Brasil e no Cone Sul, com calor intenso persistindo até o fim da semana e pouco alívio no curto prazo. Em contraste, a faixa central do país permanece sob um corredor de umidade ativo, com chuvas frequentes dificultando colheita e plantio no Sudeste, Centro-Oeste e parte do Matopiba. Para o RS, há sinalização de chuvas pontuais no dia 7, mas o retorno mais consistente segue sendo adiado pelos modelos. Esse atraso mantém o alerta elevado, com risco às lavouras em fase sensível, apesar de expectativa de melhora apenas na segunda quinzena de fevereiro.
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