Áudio com informações do abertura do dia no agronegócio
Macro: O dólar opera em forte queda nesta terça-feira, renovando mínima desde maio de 2024, em linha com a desvalorização global da moeda americana. O movimento é reforçado pelo forte rali do Ibovespa, que atrai fluxo estrangeiro para o Brasil. O dólar IDX cai para o menor nível desde fevereiro de 2022, enquanto moedas emergentes também se valorizam. No mês, o dólar já acumula queda relevante tanto no exterior quanto no mercado doméstico, refletindo tensões geopolíticas, risco de interferência no Fed e chance elevada de novo shutdown nos EUA.
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🚨 ALERTA 1: Dólar comercial na mínima em mais de 1 ano e 8 meses
Análise gráfica: dólar perde força e amplia movimento de baixa
CBOT
Soja: A soja ganha impulso na sessão de hoje em Chicago, motivada pelo enfraquecimento do dólar, deixando as commodities americanas mais competitivas, além da valorização do petróleo, que puxa o óleo e a soja na carona. No Brasil, a colheita está ganhando ritmo, mas a logística preocupa. Com a concentração da colheita, há relatos de falta de caminhões e maior volume de navios vendidos para embarques curtos. O mercado agora avalia se esse movimento pode se repetir ao longo da colheita atual. A média diária de embarques nas próximas duas a três semanas será o principal termômetro para os prêmios.
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Ponto de vista: Risco de alta para os prêmios da soja
Milho e Trigo: Apesar da alta da soja, milho e trigo operam sem fôlego nesta terça-feira. Na Euronext, o trigo caiu para a mínima em cinco semanas, pressionado pela valorização do euro, que reduz a competitividade do trigo europeu no mercado externo. O contrato março/26 fechou a 187,25 euros/t, enquanto Chicago ficou praticamente estável após o alívio das preocupações climáticas. A concorrência argentina segue pesando sobre a Europa, especialmente em mercados como Marrocos. O trigo argentino aparece mais barato, com cotações entre US$ 218 e 221 FOB, reforçando a pressão sobre os preços europeus.
B3
Milho: Após uma longa série de quedas, futuros do milho operam com leves ganhos hoje na B3. Mesmo assim, o cenário continua o mesmo: Pressão no spot devido a colheita da safra de milho verão e de soja, levando alguns produtores a serem pressionados pelos gargalos logísticos e de armazenagem. Rápido ritmo de colheita da soja no CO, tem mantido a perspectiva de um plantio da safrinha dentro da janela ideal, sem grandes complicações climáticas e de produtividade. Fim da janela de exportação de milho e milho dos EUA muito descontado em relação as demais origens, todos esses fatores, mantêm os fundamentos majoritariamente baixistas para o milho brasileiro ou de pelo menos, um limite de ganhos expressivos no curto prazo.
Clima: A terça-feira (27) mantém atenção sobre o Sul, onde RS, SC e PR seguem com predomínio de tempo aberto e calor. Pontualmente, algumas chuvas já atuaram no MS, e a faixa norte do país continua com maior cobertura de nuvens e precipitações. A principal incerteza é o retorno das chuvas ao Sul, com indicativo de pancadas fracas a moderadas no RS nesta quarta (28). Esses volumes devem ser irregulares e sem caráter generalizado. O padrão segue com corredores de umidade concentrados no Centro-Oeste e Sudeste, limitando um avanço mais consistente das chuvas para a Região Sul.
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