Dolár Comercial : --
Boi Gordo (B3) : --
IBOVESPA : --
Milho (CBOT) : --
Soja (CBOT) : --
Milho (B3) : --
Algodão (NY) : --
Petróleo : --

🚨 ALERTA 1: Dólar comercial na mínima em mais de 1 ano e 8 meses

Por: Equipe Agrinvest
Alerta, Macro
Publicado em: 27/01/2026 13:46

Icone Icone Icone Icone

O dólar comercial opera em forte queda nesta terça-feira e opera neste momento no menor nível desde 30 de maio de 2024 (R$ 5,2034), ou seja, em mais de um ano e oito meses.

USDBRL: -1,19% @ 5,2179

A queda de hoje segue o script que tem sido ao longo desse mês de janeiro, acompanhando a baixa global do preço da moeda norte-americana. Ademais, a disparada do Ibovespa também contribui para aumentar ainda mais o fluxo estrangeiro para o nosso país.

Neste momento, o dólar IDX (contra cesta de moedas de países desenvolvidos) recua 0,68% e é negociado a 96,195 pontos (menor nível desde fevereiro de 2022). Já divisas emergentes pares do Real registram ganhos entre 0,3% e 0,8%.

No mês, o dólar IDX acumula forte queda de 1,92%, enquanto no Brasil o dólar comercial despenca 4,86%.

A derrocada do dólar ao redor do globo, reflete o aumento das tensões geopolíticas (levando os investidores a migrarem seu capital dos EUA para países emergentes), o risco de intervenção do governo norte-americano no Fed com a troca do presidente do Banco Central dos EUA a partir de maio desse ano e, aumento dos gastos do governo daquele país em ano de eleição de meio de mandato. E para finalizar, o risco de um novo shutdown a partir de 01º de fevereiro.

Na virada de outubro para novembro de 2025, o governo americano conseguiu aprovar no Congresso um orçamento temporário por três meses para os órgãos públicos voltarem a funcionar e com isso, acabou com o shutdown daquela época. Porém, o prazo para um novo acordo acaba no próximo sábado (31) e o mercado já vê mais de 80% de chance de um novo shutdown.

Portanto, o momento de queda do dólar no Brasil reflete uma série de fundamentos baixistas da divisa norte-americana ao redor do globo, além das questões internas em nosso país, como taxa de juros extremamente atrativas, contas externas saudáveis e grande fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira.

Hoje o Ibovespa está disparando 2,16% e opera a 182.591 pontos, nova máxima histórica. Em janeiro, o Ibovespa acumula forte alta de 13,5%. Além do apetite ao risco no exterior, o Ibovespa também sobe hoje após o IPCA-15 abaixo do esperado, reforçando a visão de queda de juros pelo Copom a partir da reunião de março. Para amanhã, é dado como certo a manutenção da Selic em 15%.

 


Não há comentários para exibir