PSF: 29_12_2025
Macro: O dólar segue seu movimento de queda nesta terça-feira, estendendo a baixa pela quarta sessão seguida. Nesses quatro pregões, a divisa americana acumula forte queda de vinte centavos e se aproxima de R$ 5,35. Esse desempenho reflete os fundamentos baixistas para o dólar no Brasil, como taxa de juros extremamente atrativa, contas externas bastante saudáveis e reservas internacionais robustas. O calcanhar de Aquiles segue sendo as contas públicas, mas enquanto não tivermos a eleição como foco principal, o fundamento baixista deve seguir prevalecendo.
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CBOT
Soja: A soja dá continuidade ao movimento de alta registrado na sessão anterior na CBOT. Falando de comercialização, ontem a Sino comprou 10 barcos nos EUA, com reportes de 07 USG para embarque março e 03 PNW para abril. Até agora a China comprou quase 9.8 Mi t nos EUA, cerca de 80% do programa de 12 Mi t. A semana começou mais ativa na China, com melhora das margens de esmagamento e risco de falta de soja entre abril e maio. Algumas crushers estão mais ativas diante do risco de falta de soja importada e farelo no mercado chinês nesse período.
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Milho e Trigo: O milho e o trigo atuam praticamente de lado. Ontem, os dois mercados avançaram, sustentados principalmente pela demanda firme de exportação do milho dos Estados Unidos e pela expectativa de que o próximo relatório do USDA traga algum ajuste para baixo na produtividade americana. Além disso, os problemas logísticos seguem limitando o escoamento do milho da Ucrânia, o que mantém parte da demanda internacional concentrada nos EUA e ajuda a dar sustentação aos preços.
B3
Milho: O recuo do dólar acaba trazendo pressão aos preços do milho na B3. Pela manhã, o contrato março/26 chegou aos R$ 74,19 – mas opera agora na faixa de R$ 73,94 por saca. Atenção ao contrato julho/26, que já se refere a safra nova brasileira, muito próximo dos R$ 70/saca e que possivelmente, pode testar patamares abaixo desse suporte caso o dólar siga sua trajetória de queda, além da pressão exercida com estoques de passagem maiores em 2026 e boas perspectivas para a colheita da safra de verão.
Clima: Entre os dias 8 e 9, um sistema de umidade avança em direção ao Sul do Brasil e ao Paraguai, levando chuvas para SC, PR e RS, com volumes em geral entre 15 e 20 mm, suficientes para manter boas condições de umidade no solo. O destaque fica para o sul do MS e oeste do PR, que podem receber acumulados um pouco mais expressivos durante o próximo fim de semana. Esse padrão reforça o comportamento já sinalizado anteriormente, com a primeira semana de janeiro concentrando as chuvas na faixa centro-norte do país. Esse cenário inclui inclusive o MATOPIBA.
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