PSF: 29_12_2025
O dólar comercial segue seu movimento de queda nesta terça-feira, estendendo a baixa pela quarta sessão seguida. Nesses quatro pregões, a moeda norte-americana acumula forte queda de vinte centavos e se aproxima de R$ 5,35.
Hoje a moeda brasileira é de longe a divisa de melhor performance sobre o dólar americano ao redor do globo.
Esse desempenho reflete os fundamentos baixistas para o dólar no Brasil, como taxa de juros extremamente atrativa (maior em 20 anos), contas externas bastante saudáveis e reservas internacionais robustas (US$ 358 bilhões).
O calcanhar de Aquiles segue sendo as contas públicas, mas enquanto não tivermos a eleição como foco principal (deve começar em maio quando tivermos a definição dos candidatos à presidência), o fundamento baixista deve seguir prevalecendo.
Além disso, o viés de queda do dólar no exterior para o curto prazo também contribui para o cenário de apreciação do Real.
A expectativa de pelo menos duas quedas de juros nos EUA ao longo desse ano e aumento dos gastos do Governo Trump mirando eleições de meio de mandato, colocam o dólar com tendencia de queda no exterior. E esse fator também ajuda a derrubar o dólar no Brasil.
Portanto, passado o tradicional fluxo de saída de recursos de dezembro (remessa de lucro e dividendos), o dólar comercial volta a mirar o fundamento baixista para a moeda norte-americana e sugere que o dólar buscará ainda nesse primeiro trimestre as mínimas observadas no ano passado (R$ 5,28), caso não tenhamos nenhuma surpresa relevante que possa gerar forte aversão ao risco (atenção ao caso Banco Master, TCU e Banco Central).
