Acompanhe o mercado de fertilizantes...
BRASIL
No atual cenário brasileiro, produtoras, armazenadoras e distribuidoras de combustíveis possuem o compromisso de enviar dados de estoques para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) com uma frequência mensal e defasagem de 15 dias perante o mês de referência.
Hoje (17/02/2022) a diretoria da agência aprovou uma resolução na qual a divulgação desses dados deve ser alterada para um modelo diário. Os agentes deverão enviar relatórios de estoques da gasolina A, gasolina C (com adição de etanol anidro, vendida nos postos), GLP (gás de cozinha), óleo diesel A, óleo diesel B (com adição de biodiesel, vendido nos postos), óleo diesel marítimo, etanol hidratado (vendido nos postos), etanol anidro, biodiesel, óleo combustível, querosene de aviação (QAV) e gasolina de aviação (GAV).
A ANP busca consolidar sua legislatura de supervisão de combustíveis para todo território nacional, sendo que a Petrobras realizou a venda de parte do seu refino para iniciativa privada – deixando o modelo antigo de reportes defasado visto que a companhia estatal era a única a produzir derivados no país e centralizava essa divulgação de dados.
EUA
A Renewable Fuels Association (RFA) – Associação de Combustíveis Renováveis – está em conflito com o Departamento de Energia dos EUA. O impasse se deu após a divulgação de um estudo coordenado pelo Dr. Tyler Lark, da Universidade de Wisconsin, que alega uma liberação de carbono 24 vezes maior quando comparada à gasolina – esta liberação ocorreria devido ao uso da terra para cultivo do milho somado ao processamento e combustão.
A associação alega que o estudo utiliza apenas as piores suposições de casos e dados selecionados de forma enviesada – não é considerado o aumento de produção de milho e a maior utilização da conversão do grão para o etanol.
O Congresso americano já discute hoje a redução da mistura do combustível renovável com o argumento de que as tensões geopolíticas causadas na Ucrânia podem ainda mais impulsionar o preço do milho e, consequentemente, o preço da gasolina; além é claro da alegação de que o etanol não é um combustível “climate-friendly”. O debate também esbarra no lobby da indústria petrolífera devido a apreensão de que o fornecimento russo pode diminuir e os EUA teriam de buscar novos parceiros comerciais para fornecimento – como Qatar e Irã (este que trabalha um acordo nuclear para fornecimento do ouro negro e logicamente não vê com bons olhos o aumento do etanol nos EUA).