Cristhiano Mayer
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Queda forte em toda a curva do óleo de soja na CBOT. O contrato setembro perde mais de 3% nesta manhã, pressionado pela queda dos RINs e pela expectativa de alívio nas obrigações do RFS.
A pressão vem principalmente do complexo de biocombustíveis. A EPA pretende divulgar até o fim de agosto todas as decisões pendentes sobre as isenções para pequenas refinarias referentes a 2025. A agência também deve prorrogar entre 30 e 90 dias o prazo de compliance do RFS, atualmente marcado para 1º de setembro.
Segundo fontes citadas pela Reuters, as isenções podem devolver entre 1,2 e 1,8 bilhão de RINs ao mercado. A expectativa reduz a urgência de compra dos créditos e retira parte do prêmio sobre a demanda por biodiesel e diesel renovável, pressionando diretamente o óleo de soja.
O movimento também acontece nos principais indicadores. Os RINs D4 e D6 recuam simultaneamente, enquanto o spread entre o óleo de soja e o diesel cai 4,47%. O oil share também perde 0,96 p.p., para 50,63%, e o indicador de crush recua aproximadamente 5%.

Os óleos vegetais trabalham em queda no mercado internacional, mas o movimento é menos intenso fora dos EUA. O óleo de palma perde 1,43% e a canola europeia recua 1,90%, contra mais de 3% do óleo de soja. A queda do petróleo e do diesel também amplia a pressão sobre o complexo.
Por enquanto, o mercado antecipa um possível alívio regulatório. A EPA ainda não anunciou as decisões finais sobre as isenções. A direção dos preços dependerá do volume efetivamente aprovado e de quanto dessas obrigações será posteriormente realocado.
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