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Clima: Frente fria aumenta risco de temporais no Sul e chuvas seguem irregulares no Centro-Oeste

Por: João Cordeiro
Artigo, Clima
Publicado em: 06/11/2026 09:30

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Nesta sexta-feira (06), os mapas mostram uma nova frente fria atuando sobre a Região Sul, com risco de temporais principalmente entre o oeste de Santa Catarina, sul e sudoeste do Paraná e extremo norte do Rio Grande do Sul. O alerta fica para a possibilidade de chuvas intensas, rajadas de vento e queda de granizo, inclusive em regiões que já registraram fortes tempestades ao longo desta semana. As instabilidades também alcançam o Paraguai, sul de São Paulo e parte do sul de Minas Gerais.

Ao longo do fim de semana, essa frente fria começa a avançar para regiões mais centrais do Brasil, levando chuvas para áreas de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Pará e parte do Matopiba. A partir de segunda-feira, o tempo volta a ficar mais aberto na Região Sul, acompanhado pela entrada de uma massa de ar frio que deve provocar queda das temperaturas, com mínimas podendo chegar próximas de 7°C a 9°C em alguns pontos.

Na faixa central do país, os mapas continuam mostrando chuvas ao longo da próxima semana, mas com uma distribuição bastante irregular. Algumas regiões podem receber acumulados elevados, pontualmente acima de 60 a 80 mm, enquanto áreas vizinhas seguem com volumes muito baixos. Essa irregularidade continua sendo o principal ponto de atenção para o desenvolvimento das lavouras de soja, principalmente onde a combinação entre temperaturas elevadas e intervalos maiores sem chuva começa a reduzir a umidade do solo.

El Niño segue se fortalecendo e pode alcançar intensidade histórica

As últimas atualizações da NOAA reforçam o fortalecimento do El Niño. O índice RONI alcançou uma anomalia de +2,0°C no trimestre de agosto a outubro, enquanto os dados do IRI mostram que a anomalia semanal da região Niño 3.4 chegou a +3,3°C em meados de outubro. São indicadores diferentes, mas ambos mostram um aquecimento bastante elevado das águas do Pacífico Equatorial.

Olhando para os próximos meses, a NOAA indica uma probabilidade de 83% de que o El Niño alcance um índice RONI de pelo menos +2,5°C no trimestre de outubro a dezembro. Caso esse cenário se confirme, o fenômeno poderá superar a intensidade registrada em grandes eventos anteriores, como os de 1997/98 e 2015/16, considerando esse indicador.

Para o Brasil, o cenário continua favorecendo uma maior recorrência de frentes frias e episódios de chuva intensa na Região Sul, mesmo com intervalos de tempo mais aberto entre os sistemas. Já na faixa central e norte do país, a preocupação está principalmente na irregularidade das precipitações. Não significa ausência generalizada de chuvas, mas a possibilidade de algumas regiões receberem volumes elevados enquanto outras passam vários dias com acumulados insuficientes.

O boletim mais recente do INPE e do INMET também mantém maior probabilidade de chuvas acima da média no Sul e em partes do Sudeste e Centro-Oeste entre novembro e janeiro. Em contrapartida, grande parte do Norte e áreas do Nordeste e Centro-Oeste apresentam maior risco de precipitações abaixo da média.

Com isso, o ponto de atenção para novembro e dezembro continua sendo a distribuição das chuvas. Algumas localidades podem enfrentar intervalos de 10 a 15 dias com precipitações muito baixas, mesmo em um cenário de acumulados elevados em outras regiões.


 


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