Áudio com informações da abertura do dia no Agronegócio
Macro: A semana foi de forte vol para os ativos brasileiros. Nesta sexta-feira, o dólar volta a subir e acumula alta próxima de 9,3% na parcial da semana. O mercado segue com aversão ao risco no pós-eleição. No exterior, os dados mostraram uma economia americana resiliente e inflação ainda pressionada. O Fed manteve os juros na quarta-feira, mas as apostas seguem para uma alta em dezembro. Na próxima semana (04/11), a atenção fica para o Copom, com o mercado reavaliando o espaço para continuar cortando a Selic diante do câmbio e do fiscal.
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CBOT
Soja e Derivados: Para o complexo da soja, também não foi uma semana fácil. Mesmo com a recuperação desta sexta-feira, o janeiro/27 ainda perde perto de 2,2% no acumulado. Vários fatores pesam na balança: o dólar mais alto no Brasil melhora a competitividade da soja brasileira, enquanto a colheita americana avança e traz pressão sazonal de oferta. Por aqui, o plantio segue em bom ritmo. O El Niño continua como risco para a temporada, e o clima segue como ponto de atenção no Paraná.
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Milho e Trigo: Assim como a soja, os cereais passaram boa parte da semana no negativo. Nos contratos de dezembro, as perdas acumuladas ficam próximas de 1,4% no milho e 3% no trigo. No trigo, as sinalizações diplomáticas e a expectativa de retomada dos embarques pelo Mar Negro retiraram parte do prêmio de risco, mesmo com novos ataques na semana. De ontem para hoje, porém, o cereal encontrou algum suporte com relatos de consultas chinesas por trigo americano no físico.
B3
Milho/B3: O milho na B3 acumula ganhos nos vencimentos mais curtos, sustentado pela forte alta do dólar na semana. No físico, os preços também melhoraram, trazendo liquidez e novos negócios. O programa de exportação ganhou ritmo nos últimos dias e recuperou parte do atraso que vinha sendo observado. A melhora do flat price aumentou a disposição de venda dos produtores, e a expectativa é encerrar a semana com FS acima de 2 Mi t.
Clima: Nesta sexta-feira (30), as imagens de satélite mostram uma faixa de instabilidades desde o Espírito Santo, passando pelo centro de Minas Gerais, centro-norte de Goiás e nordeste de Mato Grosso. Com isso, a previsão segue indicando chuvas sobre parte importante da faixa central do Brasil, enquanto as demais regiões apresentam períodos mais aberto.
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