Áudio com informações da abertura do dia no Agronegócio
BRA: CLIMA PARA OS PRÓXIMOS DIAS
Nesta quinta-feira (29), as instabilidades seguem presentes sobre boa parte da faixa central do Brasil, principalmente entre Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais. Os mapas mostram chuvas mais abrangentes entre o sul de Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais, enquanto Mato Grosso, Rondônia, Tocantins e sul do Pará seguem com precipitações mais irregulares.
Para sexta-feira (30) e ao longo do final de semana, a tendência é de manutenção das chuvas sobre parte do Centro-Oeste e Sudeste, enquanto a Região Sul deve apresentar períodos de tempo mais aberto. Essa condição pode favorecer temporariamente os trabalhos de campo, principalmente no Paraná, onde o excesso de umidade das últimas semanas já vem trazendo dificuldades para o avanço do plantio e desenvolvimento inicial das lavouras.
Risco de temporais e granizo aumenta na próxima semana
O principal ponto de atenção fica para a virada de outubro para novembro. Entre domingo (1º) e segunda-feira (2), os mapas mostram a formação de uma área de baixa pressão entre o Paraguai e o oeste do Paraná, favorecendo o retorno das chuvas e aumentando o risco de temporais sobre o sul de Mato Grosso do Sul e a Região Sul.
Entre terça (3) e quarta-feira (4), as instabilidades devem ganhar maior abrangência, com previsão de volumes elevados de chuva sobre Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os mapas de risco também mostram possibilidade de granizo, principalmente entre Paraguai, norte da Argentina e áreas da Região Sul. O risco é de novas paralisações nas atividades de campo, além de problemas pontuais nas lavouras já estabelecidas.
No Paraná, a situação exige atenção. O Deral reportou 62% da área de soja plantada e reduziu para 88% a proporção de lavouras em boas condições. O excesso de chuva, a baixa luminosidade e o encharcamento do solo já provocam falhas de estande, problemas radiculares e necessidade de replantio em algumas áreas. A previsão de novas chuvas fortes aumenta a preocupação, principalmente porque parte dos solos ainda apresenta umidade elevada.
Novembro será decisivo para o desenvolvimento da soja
Olhando para novembro, o novo outlook do INMET mantém a tendência de chuvas acima da média em áreas do Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo, enquanto parte do Centro-Oeste e Matopiba deve continuar com distribuição mais irregular. O ponto de atenção fica especialmente para o norte de Goiás, parte de Mato Grosso, Tocantins, Maranhão e oeste da Bahia, onde os períodos de chuva podem continuar intercalados com vários dias de tempo mais aberto.
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As temperaturas também entram no radar. O INMET projeta valores acima da média em todas as regiões do Brasil, inclusive no Sul, com os maiores desvios concentrados sobre parte do Centro-Oeste e Sudeste. Isso aumenta a importância da regularidade das chuvas, principalmente nas áreas onde a soja já está estabelecida e começa a avançar para estágios de maior exigência hídrica.
Mato Grosso chegou a 75,81% da área plantada em 23 de outubro, com o Médio-Norte praticamente concluído. Com esse calendário, parte das lavouras mais adiantadas começará a entrar em fases reprodutivas durante novembro. O período entre florescimento, formação de vagens e enchimento de grãos exige maior disponibilidade de água, podendo superar 7 a 8 mm por dia em condições de alta demanda atmosférica.
O risco climático passa a ter duas frentes. No Centro-Oeste, a combinação entre temperaturas elevadas e chuvas irregulares pode aumentar o consumo de água e provocar estresse hídrico nas lavouras mais adiantadas. Já no Sul, o excesso de umidade e a menor luminosidade podem limitar a atividade radicular e o desenvolvimento das plantas. Com isso, novembro será importante não apenas pelo volume acumulado de chuvas, mas principalmente pela distribuição das precipitações e pelas condições de umidade do solo nas principais regiões produtoras.




