O USDA reportou vendas semanais de 1,122 Mi t de milho, alta de 46% frente às 769 mil toneladas da semana anterior e 42% acima da média das últimas quatro semanas
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Bom dia. O mercado internacional tenta recuperar parte das perdas recentes, apoiado por resultados corporativos que aliviaram, ao menos temporariamente, as dúvidas sobre a sustentabilidade dos investimentos em inteligência artificial. Os números da SpaceX reforçam a demanda por infraestrutura, mas a questão central continua sendo a capacidade de transformar investimentos crescentes em rentabilidade. Os balanços de Meta e Tesla serão importantes para avaliar se essa recuperação tem fundamentos ou representa apenas um movimento pontual.
O petróleo segue como principal fator de risco para o cenário macroeconômico. Com o Brent próximo de US$ 110, a continuidade das tensões no Estreito de Ormuz mantém a pressão inflacionária e reduz o espaço para uma política monetária mais flexível. Mesmo com a possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã, o mercado ainda não encontra segurança para retirar o prêmio geopolítico dos preços.
No Brasil, a dinâmica dos ativos está cada vez mais dissociada do cenário externo e concentrada na eleição. As pesquisas indicando empate técnico, com vantagem numérica de Flávio Bolsonaro, sustentam a valorização da bolsa e do real, refletindo principalmente a expectativa de uma mudança na condução econômica. O ponto de atenção é que parte desse cenário já começa a ser incorporada aos preços, aumentando a sensibilidade a qualquer mudança nas pesquisas. Mais importante que o resultado eleitoral, no médio prazo, será a capacidade do próximo governo de apresentar uma trajetória fiscal crível.