PSF: 28_09_2026
Macro: O dólar comercial passa por correção após duas sessões consecutivas de queda e volta para perto de R$ 5,00. O movimento acompanha o exterior, com o IDX subindo cerca de 0,4%. O IBOV também perde força, mas segue próximo dos 205 mil pontos. O dia é de aversão ao risco, com as bolsas globais no negativo e os yields dos Treasuries novamente pressionados. A ata do Fed veio com viés hawkish, ou seja, tom mais forte, a maioria dos membros ainda vê outra alta de juros até o fim do ano, embora o comitê esteja dividido sobre o ritmo.
CBOT
Soja e Derivados: Depois da forte alta de ontem, a soja passa por correção e perde entre 5 e 6 c/bu na curva. O óleo recua mais de 3% e pressiona o complexo, enquanto o farelo sobe forte e limita as perdas. O mercado também ajusta posições antes do WASDE de sexta-feira. Apesar da baixa de hoje, o fundamento da safra americana continua no radar. Em Iowa, apenas 5% da soja havia sido colhida, contra 38% na média de cinco anos. O excesso de chuva mantém o aperto no disponível e devolveu volatilidade à CBOT.
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Milho e Trigo: Os cereais também passam por correção. O trigo perde perto de 18 c/bu, mais de 2%, enquanto o milho recua 6 c/bu, pouco acima de 1%. O movimento combina realização após as altas recentes, dólar mais forte e ajuste antes do WASDE. No trigo, o risco do Mar Negro continua no preço. Em dois dias, três navios foram atingidos: um fora das águas da Romênia e dois na zona econômica da Bulgária. Na ocorrência mais recente, um navio afundou e 12 tripulantes seguem desaparecidos. A Bulgária encerrou as buscas nesta quarta-feira. A coisa está feia.
B3
Milho/B3: O milho brasileiro abriu a sessão em alta, mas perdeu força ao longo do dia, acompanhando a forte queda em Chicago e na Euronext. No mercado fisico, negócios pontuais e baixa liquidez, mas o produtor passou a dar mais atenção ao milho em função da forte queda do flatprice da soja.
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Clima: Os mapas reduzem bastante as chuvas sobre o Centro-Oeste e boa parte do Centro-Sul até sexta-feira. A partir desta quinta-feira (8), uma nova frente fria começa a ganhar força pelo extremo Sul e, conforme avança para o fim de semana, volta a organizar as instabilidades sobre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
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