Acompanhe o mercado de fertilizantes...
Macro: Nesta quinta-feira (01), o dia é de azedume global, com forte estresse nas curvas de juros. O Treasury de 10 anos bateu 5,34% e o de 30 anos 5,68%, máximas desde 2002. Desde o dia 22, a abertura chega a 38 bps e 39 bps, respectivamente. O mercado volta a colocar prêmio para inflação, fiscal e juros altos por mais tempo, com o ISM mostrando forte alta nos preços pagos e o Brent acima de US$ 101/barril. Ao mesmo tempo, o PCE mais comportado derrubou a chance de alta do Fed em outubro de 70% para perto de 35%. O curto e a ponta longa estão dando sinais diferentes. Amanhã, o payroll deve trazer uma leitura mais clara, com expectativa de 90 mil vagas e desemprego em 4,1%. No Brasil, o dólar ficou bem comportado pela manhã, mas acelerou frente ao real e voltou para perto de R$ 5,23 na máxima intradiária, acompanhando o movimento externo.
CBOT
Soja e Derivados: Dia de forte queda para os futuros da soja em Chicago. O mercado ignorou o estoque de 315 milhões de bushels, abaixo da expectativa, e voltou o foco para os fundamentos. Mesmo com vendas semanais de 1,03 milhão de toneladas de soja pelos EUA, o volume não foi suficiente para dar suporte às cotações em Chicago. Os derivados também pesam: o farelo cai mais de 2%, enquanto o óleo de soja acompanha o movimento e perde, em média, 2% ao longo da curva. Não é um bom dia para o complexo da soja.
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Milho e Trigo: Para os cereais, o dia segue negativo. O milho ainda digere os estoques de 2,095 Bi bu, quase 180 Mi bu acima do mercado. O estoque inicial maior permite ao USDA cortar perto de 2 bu/acre na produtividade sem apertar o balanço. As vendas semanais também vieram fracas, em 536 mil t. Com os fundos ainda muito comprados, a liquidação continua pesando. No trigo, as vendas somaram 289,3 mil t. Os tenders da Arábia Saudita e da Jordânia limitam as perdas, com o Mar Negro ainda travado.
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Mercados na Ásia: O cenário mudou para o milho
B3
Milho/B3: A B3 opera de forma mista, com os contratos mais curtos em queda, enquanto as posições mais longas mantêm viés positivo. O movimento ainda reflete o relatório trimestral de estoques do USDA divulgado ontem, que apontou estoques de milho nos EUA bem acima do esperado e pressionou Chicago. Na bolsa brasileira, o dólar em alta limita parte das perdas. No mercado físico, os produtores seguem retraídos, com ofertas reduzidas e negócios pontuais, mantendo maior distância entre as indicações de compra e venda
Clima: Os mapas seguem mostrando um cenário de muita chuva para boa parte do Centro-Sul do Brasil nos próximos 15 dias. Os maiores volumes continuam concentrados entre Sul e parte do Sudeste, com algumas áreas acima de 130–150 mm, mas as precipitações também avançam sobre o Centro-Oeste. Os modelos Americano e europeu estão bastante alinhados, com o europeu um pouco mais carregado nos volumes.
