Acompanhe o mercado de fertilizantes...
Macro: Dia de volatilidade para o câmbio no Brasil, com o real performando bem frente ao dólar. Dois pontos direcionam o mercado. Nos EUA, o PCE veio abaixo do esperado. O índice cheio ficou em 3,4% no ano, ante 3,7% esperado, enquanto o núcleo desacelerou para 3,0%. Com isso, a chance de nova alta do Fed em outubro caiu para perto de 35%. No Brasil, o trading eleitoral segue forte. As últimas pesquisas mostram uma disputa acirrada e reforçam o cenário de segundo turno. Na Gerp, Flávio aparece com 42% contra 40% de Lula, ainda em empate técnico. No Polymarket, Flávio trabalha com 61% contra 39% de Lula.
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🚨Alerta 01: Inflação americana arrefece
CBOT
Soja e Derivados: Para os futuros da soja, o dia também é de volatilidade depois do relatório de estoques trimestrais. O USDA trouxe 315 Mi bu, 8 Mi bu abaixo da expectativa e 10 Mi bu abaixo do último WASDE. Esse volume passa a ser o estoque inicial de 26/27 no relatório de outubro. No físico, o aperto continua. Crushers no Meio-Oeste chegam a pagar até US$ 1/bu acima de novembro pela soja disponível. A safra foi plantada à frente do ano passado, mas as chuvas estão segurando os trabalhos no campo. A colheita está em 17%, ante 18% no ano passado e em linha com a média de cinco anos.
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Relatório de estoques trimestrais – USDA
Milho e Trigo: Forte queda para os futuros dos cereais depois do relatório. No milho, os estoques ficaram em 2,10 Bi bu, 176 Mi bu acima da expectativa. A diferença veio de um uso implícito menor, principalmente no feed/residual, já que a produção de 2025 foi revisada 57 Mi bu para baixo. Esse volume entra no estoque inicial de 26/27 e traz alguma folga para um balanço que vinha apertado. O trigo também cai forte. Os estoques vieram praticamente em linha, mas a produção do trigo de inverno ficou em 1,02 Bi bu, ante 987 Mi bu esperados. Mesmo assim, o volume ainda recua 27% no ano. O plantio da nova safra está em 27%, ante 32% no ano passado e 34% na média de cinco anos.
B3
Milho/B3: Na bolsa brasileira (B3), a curva do milho opera toda no campo negativo, pressionada pela perda de suporte em Chicago após o relatório do USDA apontar estoques trimestrais acima do esperado. No físico, o movimento de baixa da B3 ainda não encontra correspondência entre os vendedores, o produtor segue retraído, mantendo as ofertas distantes dos bids. Esse descompasso amplia o spread entre compradores e vendedores e limita a liquidez.
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Milho verão mantém bom ritmo enquanto soja no MT segue com avanço mais irregular
Clima: Nesta quarta-feira (30), as chuvas seguem mais concentradas sobre o Sul do Brasil, mas os mapas já mostram uma distribuição melhor das instabilidades sobre Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e parte de Goiás. Para os próximos dias, a tendência é de avanço da chuva sobre a faixa central, ainda de forma irregular no Centro-Oeste, enquanto Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul continuam com os maiores volumes.