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Macro: O dólar mantém o movimento do dia anterior e trabalha em alta nesta terça-feira. No Brasil, o IGP-M subiu 1,57% em setembro, depois de cair 0,22% em agosto. Nos EUA, o JOLTS veio em 7,079 milhões de vagas, abaixo do esperado, enquanto a confiança do consumidor caiu para 81,9 pontos. Mesmo com os dados mais fracos, o IDX sobe 0,3% e trabalha perto de 101,5 pontos. O movimento ainda vem dos Treasuries pressionados, com o título de 10 anos acima de 5%, e da expectativa de nova alta de juros pelo Fed em outubro.
CBOT
Soja e Derivados: O complexo da soja trabalha em alta e recupera parte das perdas do dia anterior. Os futuros acompanham principalmente o óleo de soja, enquanto o farelo também dá suporte ao complexo. Parte do movimento é técnico depois da forte queda de ontem e das expectativas para o relatório de amanhã de estoques trimestrais. Do lado da demanda, as inspeções semanais vieram em 1,15 Mi t, ante 770 mil t na semana anterior. No Crop Progress, a colheita chegou a 17%, em linha com a média de cinco anos, e 58% das lavouras seguem em condição boa/excelente. No Brasil, a Conab trouxe o plantio da soja em 3,9% da área, com maior avanço em Mato Grosso e no Paraná. As chuvas deram mais segurança para a semeadura em Mato Grosso, enquanto Goiás e Mato Grosso do Sul ainda avançam de forma mais pontual.
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Milho e Trigo: Para os cereais, o dia é misto. O milho trabalha praticamente de lado, enquanto o trigo opera no campo positivo em Chicago e na Euronext. Na bolsa europeia, o dezembro sobe perto de 1,4%, a € 236,50/t, e recupera parte das perdas depois de tocar a mínima de seis semanas. O movimento vem da queda do euro e da falta de avanço para uma trégua no Mar Negro. O mercado também ajusta posições antes dos estoques trimestrais do USDA, que serão divulgados nesta quarta-feira. Na UE, as exportações de trigo mole somam 6,81 Mi t, praticamente no mesmo nível do ano passado.
B3
Milho/B3: Os futuros do milho na B3 trabalham sem direção definida nesta terça-feira. De um lado, o dólar mais forte frente ao real dá suporte às cotações. Do outro, o avanço rápido do plantio da 1ª safra aumenta a segurança sobre a janela e limita movimentos maiores de alta. A Conab mostrou 29,1% da área semeada e projeta produção de 32,1 Mi t para 26/27, alta de 8,9% sobre a temporada anterior. Pelo segundo ano consecutivo, a tendência é de forte crescimento para a produção do milho verão no Brasil.
Clima: A última semana de setembro termina com uma mudança importante nos mapas para o Brasil. As chuvas continuam frequentes sobre a Região Sul, mas já começam a ganhar amplitude sobre Mato Grosso, Rondônia e Mato Grosso do Sul. A partir desta terça-feira (29), uma nova frente fria avança pelo Sul e ajuda a organizar as instabilidades sobre São Paulo, Mato Grosso do Sul e, na sequência, áreas mais centrais do país.
