Acompanhe o mercado de fertilizantes...
Macro: O câmbio brasileiro trabalha com bastante volatilidade nesta quinta-feira, acompanhando a força do dólar no exterior. O IDX avança pelo quarto pregão seguido, na maior sequência de altas desde maio, e volta para perto das máximas de julho. O movimento segue sustentado pela expectativa de novo aperto do Fed, com o mercado precificando perto de 65% de chance de alta de 25 bps em outubro. O petróleo também volta a estressar com o pouco avanço nas negociações entre EUA e Irã. Brent e WTI chegaram a subir mais de 3% nas máximas intradiárias.
CBOT
Soja e Derivados: A soja trabalha no vermelho nesta quinta-feira, com perdas entre 3 e 5 c/bu nos principais vencimentos. Mesmo com o petróleo em alta, o complexo não encontra força diante do IDX e dos juros americanos. Na demanda externa, as vendas semanais ficaram em 582,4 mil t, abaixo das 1,77 Mi t da semana anterior. O USDA também confirmou 120 mil t de soja para a China nesta manhã. No encontro entre Trump e Xi, o avanço concreto até agora foi a extensão da trégua comercial até 10 de janeiro, sem novos volumes agrícolas anunciados.
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Milho e Trigo: Os cereais também trabalham no negativo, com o dólar forte pesando sobre Chicago. No milho, as vendas semanais ficaram em 838,3 mil t, abaixo das 1,03 Mi t da semana anterior. Na Europa, a Coceral cortou a produção de milho da UE+Reino Unido de 52,7 para 48,6 Mi t e a de trigo de 140,8 para 137,5 Mi t. Os cortes mantêm suporte nos fundamentos, mas hoje não compensam a pressão externa.
B3
Milho/B3: Nesta quinta-feira (24), a curva do milho na B3 opera majoritariamente no campo negativo, com exceção do contrato H27 (março), que mantém viés positivo. Esse vencimento encontra suporte diante das incertezas sobre o avanço do plantio e da possibilidade de eventuais atrasos ampliarem a janela da safrinha, impactando o fluxo de oferta mais à frente. Mesmo com dólar e petróleo firmes, a B3 não encontra suporte e acompanha a queda observada em Chicago.
Clima: No curto prazo os mapas ainda mostram chuvas irregulares no Centro-Oeste. As previsões mantêm poucos volumes relevantes até o fim desta semana. A mudança mais importante continua aparecendo na virada para outubro, quando as chuvas ganham melhor distribuição sobre parte de Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Sudeste. Ainda não é uma configuração totalmente regular, mas é uma melhora em relação ao padrão mais seco dos próximos dias.