Algodão safra 2026/2027 – Estados Unidos
Macro: Dia de forte volatilidade para os ativos brasileiros. O dólar abriu em queda e o IBOV no positivo, mas o movimento virou após o anúncio do reajuste de 15,04% no Bolsa Família. O dólar chegou perto de R$ 5,18 e o IBOV recuou mais de 1% na mínima. A medida eleva o piso para R$ 691 e tem custo estimado em R$ 22,7 bi em 2027, recolocando o fiscal no centro da mesa. Depois, parte do estresse foi devolvida com o exterior mais leve e as pesquisas Futura e Atlas/Bloomberg colocando Flávio numericamente à frente de Lula no segundo turno. No Atlas, ainda dentro da margem de erro. O trading eleitoral segue forte e qualquer sinalização fiscal continua mexendo com câmbio, curva e bolsa.
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🚨Alerta 02: A volatilidade no dólar segue forte
CBOT
Soja e Derivados: Dia misto no complexo da soja em Chicago. O farelo sobe forte com +2% de alta, enquanto o óleo cai -1,7% e pressiona os futuros da soja. O NOPA de agosto veio em 205,5 Mi bu, abaixo dos 211,6 Mi bu esperados e 5,1% abaixo de julho, mas ainda recorde para o mês. O crush menor reduz a oferta incremental de farelo e sustenta o derivado no mercado físico. No óleo, o peso vem do petróleo, que cai pela segunda sessão, com WTI perto de US$ 100/barril, diante da expectativa de retomada parcial do East-West. A venda de oil share segue forte na semana. O Mercado também monitora como se dará a visita de Xi Jinping nos EUA, e se o acordo das 25 Mi t vai de fato acontecer 100% por estatais ou dividindo o montante com crush privadas.
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Ponto de Vista: As mudanças dos fluxos da soja
Milho e Trigo: Os cereais trabalham em queda em Chicago, enquanto o trigo também recua na Euronext. No milho, a entrada da safra americana aumenta a pressão sazonal de oferta. Ainda assim, o balanço global mais apertado limita o espaço para quedas mais longas. Mesmo após as vendas semanais dos EUA somarem 1,026 milhão de toneladas, dentro das expectativas mas sem força suficiente para reverter o movimento baixista.
B3
Milho/B3: Nesta quinta-feira (17), os futuros do milho na B3 operam de forma mista, com os contratos mais curtos no campo positivo, enquanto os vencimentos mais longos recuam, acompanhando a pressão observada em Chicago.
Hoje, o IGC elevou a produção mundial de grãos em 4 Mi t, para 2.420 Mi t, com o aumento no trigo compensando o corte no milho. Os estoques finais seguem estimados em 608 Mi t, queda anual de 4%. A B3 absorve a pressão externa principalmente nos contratos mais longos, enquanto as posições curtas encontram algum suporte. No mercado físico minha percepção é que os negócios estão mais concentrados na soja do que no milho, o produtor procura aproveitar um flat price mais firme da oleaginosa, visto que ainda tem janela com preços sustentados do safrinha.
Clima: Nesta quinta-feira (17), o tempo segue mais firme sobre boa parte do Brasil, mas esse cenário começa a mudar a partir do fim de semana. Entre sexta (18) e sábado (19), um novo sistema se organiza entre Paraguai e Rio Grande do Sul, trazendo chuva novamente para a Região Sul. Os maiores volumes aparecem entre sul do Paraguai, norte do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com risco de temporais em algumas áreas.