Acompanhe o mercado de fertilizantes...
Confira o movimento das bolsas e do dólar no mercado internacional, e no Brasil (às 08h30 de Brasília).
Bom dia. Os mercados ensaiam algum alívio nesta quarta-feira depois de vários dias de pressão, mas o ambiente segue cauteloso antes das decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil. A queda do petróleo ajuda no humor nesta manhã, enquanto os Treasuries também recuperam parte das perdas recentes.
A Superquarta chega com Fed e Copom caminhando em direções opostas, mas pressionados pelo mesmo fator: petróleo próximo de US$ 110 e inflação ainda resistente. Nos EUA, o mercado precifica com mais de 90% de probabilidade uma alta de 25 pontos-base, que seria a primeira desde 2023. No Brasil, a expectativa é de corte de 25 pontos-base.
Mais importante que as decisões, amplamente esperadas, será a comunicação sobre os próximos passos. Nos EUA, Kevin Warsh terá de equilibrar uma economia ainda forte e mercado de trabalho resiliente com a pressão adicional dos preços de energia. O movimento recente levou os juros longos americanos para perto das máximas em duas décadas, aumentando a sensibilidade dos mercados a qualquer sinal de um ciclo de aperto mais prolongado.
No Brasil, o foco estará no espaço indicado pelo Copom para a continuidade dos cortes diante de um cenário externo mais duro. Petróleo elevado, juros americanos próximos de 5% e dólar globalmente firme reduzem a margem para uma postura mais agressiva do BC, mesmo com o início do ciclo de flexibilização doméstica.
No campo político, o mercado também acompanha os desdobramentos no STF e eventuais impactos sobre o ambiente institucional e eleitoral.