PSF: 24_08_2026
Macro: Nesta sexta-feira (04), o payroll, principal relatório sobre o mercado de trabalho dos EUA, veio acima do esperado. O resultado reforça a percepção de um mercado de trabalho ainda resiliente e de uma atividade capaz de sustentar o consumo, reduzindo as expectativas de uma flexibilização monetária mais agressiva pelo Fed. Com isso, o dólar ganha força globalmente, com o índice do dólar avançando 0,16%. Frente ao real, a moeda americana chegou a atingir R$ 5,14. No Brasil, o Ibovespa recua 0,30%.
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CBOT
Soja e derivados: No final da semana, o complexo da soja segue no campo negativo, pressionado principalmente pelas perdas do óleo e pelo recuo do trigo. O óleo de soja se destaca entre as quedas, acompanhando a baixa do petróleo Brent. Já o farelo encontra suporte na competitividade do produto americano, enquanto o farelo brasileiro permanece em patamares mais elevados, limitando sua competitividade no mercado internacional.
Milho e Trigo: O milho segue em queda, acompanhando diretamente o recuo do trigo. A redução das tensões e as expectativas de um possível acordo entre Rússia e Ucrânia diminuem o prêmio de risco sobre o trigo, pressionando suas cotações e, consequentemente, o milho na CBOT. As perdas do milho, porém, encontram suporte no clima quente persistente em importantes regiões produtoras do Centro-Oeste dos EUA.
Para o trigo, a expectativa de avanços nas negociações entre Rússia e Ucrânia reduz os riscos para a logística e o fluxo de exportações, mantendo os futuros no campo negativo.
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B3
Milho/B3: Na bolsa brasileira, os futuros do milho avançam e encerram a semana no campo positivo. O clima quente persistente e as crescentes preocupações em relação aos possíveis impactos de um Super El Niño seguem dando suporte às cotações. No mercado físico, a semana foi marcada por ofertas pontuais e menor volume de negócios, enquanto os produtores seguem na expectativa de preços mais elevados.
Clima: Nesta sexta-feira (04), véspera de feriado no Brasil e nos EUA, as previsões indicam que as precipitações tendem a ganhar abrangência sobre a faixa central do país. Os modelos apontam chuvas em áreas do Centro-Oeste e Sudeste, com possibilidade de avanço das instabilidades também para Tocantins, Maranhão e oeste da Bahia. Na sequência, uma nova frente fria deve atuar sobre o Sul, ajudando a organizar novos corredores de umidade em direção às regiões centrais do Brasil.
